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Assembleia não terá recesso e reajuste dos professores só deve ser votado após a eleição

O recesso parlamentar na Assembleia Legislativa, que começaria no dia 17 de julho, foi cancelado. Os deputados só poderiam sair de "férias" se apovassem a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano de 2018. 

O problema é que para votar a LDO agora e ter o recesso, os deputados deveriam que enfrentar a polêmica questão sobre o reajuste dos professores. Já que este gasto tem que estar previsto na LDO.

O Governo do Paraná já sinalizou que não terá fôlego financeiro para pagar as promoções e progressões dos professores e de outras categorias do funcionalismo público, e ainda o reajuste salarial. Em 2015, os deputados, com o aval do governo, fechou acordo com os professores que previa um plano de reajustes até 2018 -- em troca os educadores encerraram a greve que se arrastava há dias. Mas, por conta da recessão econômica que o país atravessa, o governo paranaense adiantou que não será possivel honrar o acordo firmado no ano passado.

Diz uma fonte do Poder Legislativo, que o governo quer aprovar na Assembleia um novo acordo com os professores. Mas, às vésperas das eleições municipais, os deputados não querem este desgaste. Governo e parlamentares teriam acordado que a votação sobre um novo plano de reajuste para os educadores acontecerá após o pleito municipal. E só depois disso, a aprovação da LDO para 2018. 

O governo agora estuda pagar as promoções e progressões atrasadas dos professores e também de outras categorias. O custo estimado é de mais de R$ 600 milhões.