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Candidatos "fogem" de Dilma na campanha eleitoral

Com a proximidade do fim do julgamento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) no Senado Federal, os candidatos a prefeitura de Curitiba têm tentado dissociar ao máximo a imagem deles a da petista -- com exceção, claro, do também petista Tadeu Veneri. Xênia Melo, do PSol, também é contra o o processo de afastamento de Dilma.

Ney Leprevot (PSD) e Maria Victória, por serem deputados estaduais, já tiveram de se manifestar sobre o impeachment de Dilma. Os dois se disseram favoráveis a saída definitiva da petista da presidência e mantiveram o depoimento também na campanha eleitoral. Recentemente, Leprevost usou as redes sociais para publicar fotos da participação dele, nas ruas, à favor do impeachment.  

Os demais candidatos à prefeitura também disseram que são favoráveis: Rafael Greca (PMN), Ademar Pereira (PROS) e Afonso Rangel (PRP).

Os posicionamentos mais antagônicos, por ora, são dos candidatos Gustavo Fruet (PDT), prefeito de Curitiba e candidato à reeleição, e Requião Filho (PMDB).

O pedetista esteve ao lado do PT de Dilma em 2012 quando disputou e venceu a eleição municipal. Durante todo o mandato, o PT ocupou cargos de confiança na gestão Fruet -- tendo Miriam Gonçalves (PT), no cargo de vice prefeita, como expoente desta relação. Com a eclosão do escândalo do Petrolão, tendo como alvo central o PT, Fruet tratou de dar um chega para lá nos até então "companheiros". E já no período eleitoral, tratou de tentar distanciar o PT ainda mais.

Requião Filho, por sua vez, vem sofrendo com as consequências do posicionamento do pai, o senador Roberto Requião (PMDB) -- fiel escudeiro de Dilma desde as primeiras horas. Em entrevistas, o candidato já afirmou que é um Requião "mais light" que o pai.