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Deputados estão resistentes em votar novo projeto sobre reajuste dos professores

A menos de duas semanas do recesso, os deputados estaduais do Paraná estão resistentes e muito nervosos em relação a ideia de votar um novo projeto que trata do pagamento das promoções, progressões dos professores e do reajuste salarial. O governo paranaense ainda não tem um formato fechado sobre este projeto e trabalha, claro, com a possibilidade da categoria entrar em greve novamente -- prejudicando o ano letivo dos alunos paranaenses.  

Este novo projeto iria sobrepor o que foi aprovado na Assembleia Legislativa no ano passado que previa um plano de reajuste até 2018. Na época, os professores encerraram a greve após a negociação deste acordo -- costurado pelos parlamentares e chancelado pelo Palácio Iguaçu. 

Pois bem, depois de pouco mais de um ano e as consequências da crise econômica que assola o país, o governo do Paraná já adiantou que não terá condições de honrar o compromisso tal como ele foi firmado em 2015. Justifica a queda na receita e o momento econômico que os estados passam. Compara a situação do Paraná com a do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro que sequer conseguem pagar o funcionalismo público em dia. 

A ideia então, seria encaminhar para a Assembleia uma nova proposta de pagamento do reajuste e das promoções e progressões dos servidores -- dívida esta que passaria facilmente de R$ 500 milhões. Ainda não se sabe como seria este novo projeto de lei. Sabe-se, no entanto, que é necessário urgência na aprovação. 

Na semana passada, os deputados da base governista foram chamados para uma reunião no Palácio Iguaçu com o secretário da Fazenda, Mauro Ricardo, que expôs a dificuldade financeira de manter o acordo de pagamento feito em 2015. 

Os deputados receberão a missão de aprovar o novo projeto. Alguns parlamentares ouvidos pelo Blog disseram que a base de apoio do governo na Assembleia está bastante resistente no cumprimento desta missão e temem, claro, um novo desgaste político. Vão pedir ao governo que deixe este projeto para ser apreciado depois das eleições municipais. Uma nova reunião com representares do Palácio Iguaçu devem delinear a estratégia para equacionar o impasse.