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Gleisi e Paulo Bernardo no banco dos réus

Os ministros da 2º turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitaram por unanimidade a denúncia feita pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra a senadora do PT Gleisi Hoffmann e o marido dela, o ex-ministro do Planejamento e Comunicações, Paulo Bernardo. Eles foram acusados pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. E agora se tornam réus.     

A denúncia narra que Gleisi foi beneficiada de forma ilegal com o repasse de R$ 1 milhão para a campanha dela ao Senado Federal em 2010. Este recurso, segundo a PGR, teve como origem no esquema de desvio de dinheiro dos cofres da Petrobras -- que ficou conhecido como "Petrolão". 

Paulo Bernardo e o empresário Ernesto Krugler Rodrigues, ligado ao casal, teriam envolvimento direto no repasse legal, ainda segundo denúncia da Procuradoria. O empresário também é réu do mesmo processo. 

O relator da Lava Jato no STF, ministro Teori Zavascki, foi o primeiro a votar pelo recebimento da denúncia. Ele foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. 

Esta é a segunda ação penal contra o ex-ministro Paulo Bernardo. No mês passado, o juiz federal Paulo Bueno de Azevedo, da 6ª Vara Criminal de São Paulo, aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra Paulo Bernardo. 

Ele é acusado de envolvimento num esquema que pode ter desviado R$ 100 milhões no Ministério do Planejamento. Paulo Bernardo chegou a ser preso no dia 23 de junho durante a operação Custo Brasil, um desdobramento da 18ª fase da Lava Jato, mas acabou solto após decisão do STF.