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Mal estar na diretoria da Itaipu após pedido de investigação de dois conselheiros da Usina

Causou mal estar entre os conselheiros brasileiros e paraguaios da Itaipu Binacional a notícia de que nesta terça-feira (3) o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito para investigar o chefe de gabinete da presidência da República, ministro Jaques Wagner, e de Giles Azevedo  -- assessor e ex-chefe de gabinete da presidente Dilma Rousseff (PT). 

Giles Carriconde Azevedo e Jacques Wagner foram recentemente nomeados, em janeiro deste ano, pela presidente para o cargo de conselheiro da Itaipu. Wagner substituiu Aloizio Mercadante e Giles entrou no lugar de João Vaccari Neto -- ex-tesoureiro do PT preso pela Polícia Federal na operação Lava Jato.  O salário dos conselheiros da Itaipu é de pouco mais de R$ 20 mil.

No mesmo pedido, Janot pediu ainda que o STF abra inquérito para investigar 31 pessoas. Além de Giles Azevedo, o procurador-geral pediu investigação do ex-presidente Lula, dos ministros Edinho Silva, da Comunicação, e Ricardo Berzoini, ministro-chefe da Secretaria de Governo. 

Estas 31 pessoas, segundo Janot, teriam sido citadas pelo senador Delcídio Amaral (ex-PT) em delação premiada e já teria indícios suficientes de envolvimento com os fatos apurados na Lava Jato para abrir o inquérito. 

A notícia caiu como uma bomba na direção da Itaipu Binacional. O presidente Jorge Samek é muito ligado ao ex-presidente Lula e a presidente Dilma. No entanto, se a investigação contra os dois conselheiros prosseguir a dupla pode até mesmo deixar os cargos.