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Ministro diz que suspeitos presos no Brasil fizeram juramento ao EI

Em entrevista coletiva concedida no fim da manhã desta quinta-feira (21) em Brasília, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, deu alguns detalhes sobre a operação sigilosa deflagrada pela Divisão Antiterrorismo (DAT) da Polícia Federal. 

Dez suspeitos -- todos brasileiros -- de planejar ataques terroristas durante a Olimpíada do Rio de Janeiro foram presos -- os mandados foram expedidos pelo juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara da Justiça Federal do Paraná. O líder desta célula terrorista foi preso em Curitiba. 

Dois mandados de prisão não foram cumpridos, mas os suspeitos estariam sendo rastreados. Um adolescente teria sido apreendido. Com os detidos, os agentes da PF apreenderam computadores e celulares. "A prioridade  total nossa agora é analisar este material para saber se tem mais ramificação", disse o ministro. 

De acordo com o ministro, durante a investigação foi detectado contatos destes suspeitos com o Estado Eslámico (EI). Foi feito um juramento, via internet, com o EI -- "uma espécie de batismo".  A partir daí, o monitoramento da PF detectou que os alvos iniciaram atividades como treinamento de artes marciais, de tiro e conhecimentos sobre munição. 

Além disso, um dos detidos pela PF teria feito contato através de um site de armas clandestinas no Paraguai. "Um deles entrou em contato com um site de armas clandestinas no Paraguai solicitando a compra de um fuzil. Não sabe-se se ele efetuou a compra", explicou o ministro. 

A partir do juramento, dos inícios dos atos preparatórios como treinamento e a intenção da compra de um fuzil ensejaram a  deflagração da operação.  

O ministro disse que nem todos os 10 presos se conheciam e que mantinham conversa através de apliacativos como wattsapp e telegram. Ele não quis dar detalhes do tempo em que os suspeitos estavam monitorados, mas comentou que nas mensagens interceptadas os alvos comemoraram os atentados em Orlando e, mais recentemente, em Nice, na França. 

Embora a PF não saiba qual seria o alvo específico desta célula terrorista, o ministro da Justiça disse na coletiva que acredita que os suspeitos usariam o fuzil no atentado. "Não há informações, nas mensagens interceptadas, sobre bombas", disse Moraes.