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Paulo Bernardo pediu ao STF para ter acesso à delação do ex-deputado Pedro Corrêa

O ex-ministro do Planejamento e das Comunicações, Paulo Bernardo, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ter acesso à suposta delação premiada feita pelo ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP). 

O ministro Teori Zavaski, relator das ações envolvendo a Lava Jato no STF, indeferiu o pedido justificando que "enquanto não homologado ou instaurado formalmente o inquérito, o acordo de colaboração e os correspondentes depoimentos estão sujeitos à tramitação sigilosa. Com a instauração do inquérito, “o acesso aos autos será restrito ao juiz, ao Ministério Público e ao delegado de polícia, como forma de garantir o êxito das investigações”, diz um trecho da decisão de Zavaski. 

No pedido, o advogado de Paulo Bernardo juntou cópia de reportagens divulgadas pelos veículos de comunicação dando conta que a delação de Corrêa "teria relação direta com os fatos investigados no presente inquérito" -- que apura envolvimento do ex-ministro com o repasse de R$ 1 milhão para a campanha da senadora Gleisi Hoffmann (PT), mulher dele, em 2010. Este recurso teria como origem ilícita os cofres da Petrobras. 

O pedido para ter acesso a colaboração premiada de Pedro Corrêa foi feito antes do julgamento da ação proposta pela Procuradoria Geral da República (PGR) que tornou réus Paulo Bernardo, Gleisi e o empresário Ernesto Kugler Rodrigues, acusado de atuar como intermediário no repasse do dinheiro à campanha petista. Os três respondem pelo crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.