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Rodrigo Janot exclui Francischini de investigação da Lava Jato

Foto: Fellipe Sampaio/ SCO/ STF - Rodrigo Janot exclui Francischini de investigação da Lava Jato
Foto: Fellipe Sampaio/ SCO/ STF

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afastou nesta segunda-feira (2) a suspeita de que o deputado federal Fernando Francischini (SD), ex-secretário da Segurança do Paraná,  estaria envolvido com a operação Lava Jato. Na petição encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), Janot pediu o arquivamento dos fatos relacionados a Francischini. 

O deputado paranaense foi citado na delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT), preso pela Polícia Federal suspeito de tentar obstruir a investigação da operação Lava Jato. O petista afirmou que deputados integrantes da CPMI da Petrobras cobravam pedágio para não convocar empreiteiros envolvidos com o escândalo da Petrobras. Entre os parlamentares citados estava Francischini, o relator da CPMI, deputado Marco Maia (PT), e presidente da comissão, o ex-senador Vital do Rêgo (PMDB) e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).   

Em nota divulgada no fim da tarde desta segunda-feira (2) no site do MPF, o procurador-geral diz que o empresário Julio Camargo, um dos delatores da Lava Jato, declara não ter conhecimento do envolvimento de Fernando Francischini nos delitos. "Prevalece a máxima de que a mera referência a terceiros em conversa alheia desacompanhada de outros elementos de convicção e em aparente conflito com a versão dos colaboradores mencionados não autorizam a realização de investigação", afirma Janot. Pelas redes sociais, Francischini comemorou o despacho do procurador-geral. 

Na mesma petição em que afasta a suspeita sobre o deputado paranaense, Rodrigo Janot requereu ao STF a abertura de inquérito para investigar Vital do Rêgo e Marco Maia sobre a denúncia que teria recebido vantagens para rejeitar requerimentos de convocação dos empreiteiros.