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TJ revoga prisão de Bertoldi, mas ele seguirá preso

Por 2 votos a 1, os desembargadores da 4º turma criminal do Tribunal de Justiça do Paraná decidiram revogar um dos pedidos de prisão contra o suplente a deputado federal Osmar Bertoldi (DEM). A decisão saiu na tarde desta quinta-feira (21). 

Os desembargadores José Maurício Pinto de Almeida e José Carlos Dalacqua votaram pela soltura de Bertoldi no caso de invasão de domicílio, desobediência e coação no curso do processo. Já o desembargador Luiz Xavier se manifestou pelo indeferimento do pedido de habeas-corpus -- formulado pelo advogado Cláudio Dalledone, que defende Bertoldi. 

Apesar da revogação, Bertoldi permanecerá preso no Complexo Médico Penal (CMP), em PInhais, na região metropolitana de Curitiba, porque contra ele pesa um outro mandado de prisão pela suspeita de estupro, cárcere privado e lesão corporal da ex-namorada. 

Dalledone explica que já entrou com outro habeas-corpus para revogar a prisão sobre o estupro. Este pedido de liberdade feito pela defesa deve ser analisado nas próximas semanas. Se os desembargadores revogarem também este pedido de prisão, aí sim Bertoldi será solto. 

Bertoldi está preso desde janeiro deste ano depois que os promotores do Ministério Público Estadual apresentaram denúncia contra ele. A ex-companheira do suplente a deputado federal relatou uma série de agressões. Na defesa, Bertoldi argumenta que também foi vítima de violência cometida pela ex-namorada.