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Como é que a gente pode fazer melhor?

Aos coxinhas, aos petralhas, aos observadores, aos críticos compulsivos de todas as vertentes, a quem tenta entender toda esta crise e vislumbra uma saída, pergunto, como é que a gente pode fazer melhor?

As bases estão fincadas. O STF pôs o Cunha pra fora do jogo. O STF garantiu o processo de impeachment da Dilma. O STF ainda vai ter muito trabalho. Há um Judiciário e há democracia.

O Senado vai afastar a Dilma. Diferente do STF, há um julgamento político. Nada mais justo dentro de um Congresso político. Legislativo e Executivo eleitos com o voto do povo. Eleitos para legislar, fiscalizar e se necessário afastar, por decisão política.

Não há golpe. Há política. Foi no jogo político e do marketing que Dilma se reelegeu. Quem poderia reclamar de jogo sujo agora? Em política não tem golpe, tem política. O desafio é melhorar a política, das urnas ao parlamento. Como é que a gente pode fazer melhor?

Em Maringá, há uma Comissão Processante (CP) para avaliar se há quebra de decoro de Luizinho Gari (PP) por ter sido preso com base na Lei Maria da Penha. O mesmo vereador agora é alvo de nova CP, por suspeita de ameaça a outro vereador.

Sem analisar o mérito da segunda denúncia, a primeira não tem elementos jurídicos claros, de garantir que infringir a Lei Maria da Penha é uma quebra de decoro. Não há, mas o julgamento é político. As regras avançam com o tempo. É preciso fazer a boa política.

O Judiciário avançou. Processo eletrônico, Mensalão, Lava Jato, publicidade dos processos. O que se clama é pelo avanço da política, do Executivo e do Legislativo. Seja para tirar o mandato de um vereador ou de uma presidente. Não importa quantos caíam mais, o importante é que o brasileiro descubra como fazer melhor.