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Contra candidatos factóides

Julho é o mês para discutir alianças, definir candidatos ao Executivo Municipal e consolidar as chapas de vereadores. Nas eleições proporcionais, um partido sozinho pode lançar uma quantidade de pretendentes que é igual ao número de cadeiras do Legislativo mais a metade e 30% precisam ser mulheres. Se houver coligação, o máximo de candidatos é o dobro das vagas da Câmara Municipal.

Mas onde entram os candidatos factóides? Chamaria assim os postulantes ao Executivo que surgem de última hora, dispostos apenas a aproveitar uma fatia da mídia paga com dinheiro público, sem garantir no mínimo uma chapa de vereadores que abracem a campanha. Os factóides entram no pleito apenas para atender interesses de outros candidatos, que podem levar vantagem com um leque maior e mais confuso de opções, ou por ideologia mesmo, comum entre candidatos que defendem direitos trabalhistas ou o socialismo na eleição municipal, sem destacar com igual ênfase as propostas para a própria cidade que almejam administrar.

Não há nada que proíba o candidato factóide a disputar, basta ser de um partido devidamente registrado e ter a ficha limpa, entre outras regras básicas. Para ao menos reduzir esta ação política, entendo que não se deveria admitir candidatos ao Executivo que não consigam ter ao menos uma chapa quase completa de vereadores dentro do partido ou coligação.

Em Maringá, apenas a título de exemplo, nas duas últimas eleições houve mais de um candidato que não conseguiu ter ao menos cinco candidatos a vereador dentro do partido ou coligação, para almejar as quinze cadeiras da Câmara. Eram factóides, sem preparação para administrar o município. Uma liderança que não consegue reunir nem sete mulheres e quatorze homens para pedir votos e defender uma proposta de governo, com trabalho intenso na eleição, não pode querer ser prefeito de Maringá. E vale a mesma leitura para outros municípios.

Sou contra, mas os factóides existem e vão aparecer em agosto. Basta aguardar os registros oficiais de candidaturas majoritárias e proporcionais que vão ser feitas até 15 de agosto, último dia do prazo oficial.