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Educação em crise e insatisfação pra todos os lados

Alunos insatisfeitos e professores insatisfeitos. Os primeiros ocupam as escolas e paralisam a educação sob o mote da reforma do ensino médio. Os segundos vão paralisar a educação sob o mote do descumprimento de uma promessa de reajuste. Insatisfeito com a insatisfação, o Governo do Paraná terá trabalho nas próximas semanas para convencer que o orçamento é limitado para o aumento prometido e benefícios atrasados, e para mostrar aos alunos que é possível levá-los ao debate sobre as mudanças no ensino.

A MP precisa ser vista como oportunidade de se discutir as mudanças necessárias para o ensino médio, garantir ao estudante a escolha das disciplinas da área de preferência é sim interessante, permite ao aluno se aprofundar em assuntos específicos. O Brasil vai demandar cada vez mais especialistas e vejo que é hora de reduzir o ensino básico para se garantir o diferencial. A ocupação das escolas pode garantir a participação dos alunos no debate, o que se espera é que saibam aproveitar e não protestem apenas por protestar. É preciso melhorar a educação e a MP lançou a oportunidade.

Em relação aos professores, servidores das universidades e policiais civis que vão se somar em greve, o governo vai ter problemas. Há sinais de intransigência e a paralisação poderá se arrastar. Sem dinheiro para pagar tudo o que se deseja, mas se tem como direito no funcionalismo público, a situação só se resolve com o recuo dos funcionários ou o corte de investimentos e até aumento de impostos, o que pesaria ainda mais no bolso do paranaense, que paga mais ao governo desde o ano passado, quando houve um aumento da carga tributária no estado.

Educação em crise, política em crise, economia em crise, parece que só a Lava Jato avança no Brasil. O momento exige a redução de gastos do governo, do custo da máquina pública, não o contrário. Se os salários inviabilizam o estado, que se abra um plano de demissão voluntária, que se recontrate, reinvente e se reorganize as administrações públicas. Se não for feito, a máquina para e a crise na educação vai aumentar, com ainda mais insatisfeitos, como é o caso do Lula, cada vez mais insatisfeito com tantos processos.