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Fanáticos ofuscam homenagens

Dia das Mulheres e de congratulações na Câmara Municipal de Maringá. Evento democrático. Cada um dos 15 vereadores pode escolher uma mulher para homenagear. Teve parlamentar, como Da Silva (PDT) que escolheu a própria mãe. Manoel Sobrinho (PC do B) escolheu a companheira de partido e pré-candidata a prefeitura, professora Ana Lúcia Rodrigues. Outros escolheram lideranças de bairro, irmãs de igreja, representantes do judiciário. Mário Verri (PT) concedeu sua homenagem à presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar), Iraídes Baptistoni, a quem apoiou na eleição sindical, no final do ano passado.

A liberdade de escolha e a oportunidade de holofotes levaram Ulisses Maia (PDT) a eleger Odete Sarki Moro, mãe do juiz federal Sérgio Moro, como sua homenageada. Mesmo sem a fama do filho, a professora aposentada e voluntária de projetos da Igreja Católica mereceria o reconhecimento, assim como tantas outras profissionais que dedicaram a vida à educação e ao bem do próximo.

O que ninguém esperava era a presença de simpatizantes de Lula e do Partido dos Trabalhadores no plenário. Revoltados com a indigestão da condução coercitiva e das investigações sobre a suspeita de enriquecimento ilícito do ex-presidente, os fanáticos saíram de casa, na noite de terça-feira 8 de março, com um objetivo claro, hostilizar a mãe de um juiz federal de conduta nobre e currículo abastado. Conseguiram, ofuscaram as homenageadas, e replicaram o discurso emocional, esquivo e de tom agressivo do líder que ainda seguem cegamente.