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Governo novo, histórias novas, velha política

A primeira semana foi de muita especulação no novo governo, mas extremamente importante para se medir a febre. Já entro na questão da saúde. Melhor partir da economia, em que a equipe de do ministro Henrique Meirelles agradou ao mercado. Boa notícia para quem precisa recuperar a confiança de uma economia fragilizada pela inoperância de um governo.

Só que não basta agradar e Meirelles foi ao ponto crucial, a Previdência. Sem reforma, o sistema quebra, simples assim. Os números afastam investimentos de longo prazo e colocam o Brasil em cheque. O problema agora é decidir o que e de quem cortar e cobrar, e o pior, aprovar um projeto de consenso no Congresso.

Lamento, até o momento, de tudo que vi noticiado, discutir-se apenas o sistema privado. Até quando teremos de pagar aposentadorias integrais a políticos, aos magistrados e todo sistema judiciário, aos membros das forças armadas e aos funcionários públicos de um modo geral.

A maioria dos trabalhadores, sob regras da CLT, ganha em média menos de R$ 2 mil. Esta é a aposentadoria média dos trabalhadores que contribuíram anos e anos e ajudaram a sustentar as regalias do sistema público, inchado e rumo à falência, com beneficios previdenciários mensais dez, quinze vezes superior ao do trabalhador comum. Por que não reduzir em porcentuais proporcionais e justos as super aposentadorias?

Qualquer proposta é delicada. Exemplo maior vem da Saúde. O ministro Ricardo Barros arriscou uma discussão sobre o tamanho do SUS e foi criticado por todos os lados. Errou na hora de medir a febre. Melhor o discurso de otimizar os recursos, de quem sabe que não vai ter dinheiro para pagar todo orçamento da pasta em 2016.

O desafio assumido por Barros é grande. Terá o nome lembrado pelo País? Há de se aguardar. Por enquanto, politicamente, colhe os frutos em Maringá e região, onde a recepção de um ministro é sempre mais calorosa do que a de um deputado, mesmo para quem é acompanhado da esposa e vice-governadora Cida Borghetti.

Por falar em política, vale ficar de olho no Maranhão e na capacidade de Temer conseguir por os deputados para votar e aprovar os ajustes necessários. Claro que, além de conquistar mais confiança e escapar do Judiciário, para fazer o Brasil voltar a andar, o novo governo não pode esquecer que tem Cunha, tem impeachment, tem Dilma, tem Lula, tem Lava Jato...