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Invasão vermelha na Câmara de Maringá

A sessão ordinária da Câmara Municipal de Maringá de 10 de Maio de 2016, dia do aniversário de 69 anos da cidade, foi suspensa devido a invasão do plenário por dezenas, talvez uma centena, de manifestantes vermelhos.

São membros de grupos que ainda acreditam no governo Dilma no apagar das luzes do afastamento. Demonstram os manifestantes, ao ultrapassar o limite entre o bom senso e o desrespeito no propagar de convicções, que sejam capazes a outras ações tão desesperadas e de discurso vazio quanto a de Maranhão, atual presidente da Câmara dos deputados, afogado de poder.

Neste 11 de maio de 2016, ainda vão tentar de tudo em Brasília. O STF será chamado novamente a falar sobre o processo de impeachment, mas o mais provável, como indicam os placares, é que os senadores recebam a denúncia e, por decisão política, afastem a presidente por 180 dias até que se julgue definitivamente o processo.

Temer prepara a posse, os ministérios, quer ter a equipe a apresentar ao usar a faixa, mostrar que não há o que temer. Mas ficará quanto tempo? Passará no crivo do STF e da opinião pública? Fará algo diferente a ponto de reacreditar a economia e encaminhar as reformas necessárias? Resta aguardar.

De Maringá, no grupo de Temer, o pré-anúncio que se especula é do ex-vice líder do governo Dilma, deputado federal Ricardo Barros (PP), no Ministério da Saúde.A vaga é uma das que o PMDB negocia com o PP em busca de uma maioria na Câmara dos Deputados e Senado. Resta aguardar, até para confirmar se não haverá tentativa de invasão vermelha no Congresso.