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Já tem meio caminho andado

Na política e no esporte estamos no meio do caminho. Pela frente ainda temos muita disputa por medalhas e poder por vir. Foi-se a primeira semana da Rio 2016, que brilhou na cerimônia de abertura e se mostra com menos sustos do que no fim do período de preparação.

Há deslizes aqui e ali, noticiados dia após dia como a água esverdeada e os erros na praça de alimentação. Mas a tendência é fechar a realização da olimpíada com um bom resultado, com a sensação de que o País cumpriu a missão e não nos envergonhou. Faço a mesma avaliação de atletas que chegaram às semifinais e finais, mas não conquistaram medalhas. O Brasil está no meio do caminho. Ainda há muito o que se investir no esporte para se competir em pé de igualdade com os melhores do mundo.

Estamos também com meio caminho andado para o impeachment. Falta apenas o último julgamento e há pouca perspectiva de mudança nos votos dos 59 senadores que aprovaram a pronúncia. Dilma está perto de ser afastada em definitivo. É a política e o impeachment é necessário. Também importante será a cassação do mandato de Eduardo Cunha, mas este resultado ainda é incerto.

É a política, a mesma que salvou o mandato, em Maringá, do vereador Luizinho Gari (PP), por duas vezes. Apesar de um relatório robusto, sobre uma carta ameaça encaminhada a outro vereador, obteve a maioria dos votos pela absolvição. Junto aos que o julgaram inocente, irá buscar votos agora. As eleições municipais começam pra valer na próxima semana. E vão ser rápidas, já temos meio caminho andado com as convenções. Após o registro oficial, veremos os candidatos.