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Oito candidatos em Maringá?

Sim, formalmente temos oito candidatos a prefeito registrados na Justiça Eleitoral em Maringá, embora ainda sob o risco de questionamentos judiciais dos próprios concorrentes, do Ministério Público ou até de um cidadão. Prefiro aguardar com cautela o que vem por aí, mas adianto que não acredito numa campanha sem impugnações.

Sobre a pergunta, diria que a disputa seria mais interessante com menos candidatos. Herculano Ferreira (PT do B), Investigador Nilson (PSOL) e Priscila Guedes (PSTU) entram numa corrida sem chances de atingir nem um quarto lugar. Não entendo o que os move, com um ou dois nomes na briga pela Câmara como aliados, com poucos segundos na TV e no rádio, jogam por jogar, defendem interesses difusos de outros candidatos ou a ideologia macro, distante do foco municipal.

Não muito distante gravita Flavio Vicente (Rede). De diferente, dispensa uma possível reeleição para a Câmara, mas tem poucos aliados na disputa do Legislativo e um tempo curto. Precisará convencer e se superar se deseja surpreender.

Também vereadores, Ulisses Maia (PDT) e Humberto Henrique (PT) conseguiram uma estrutura de campanha e coligações que os colocam no páreo, com chapas completas de vereadores que vão defender seus nomes nas próximas semanas. Humberto perde pela rejeição ao PT, mas o partido ajuda a lhe garantir mais do que o dobro do tempo de TV e rádio que terá Ulisses. Os dois entram na campanha junto a Wilson Quinteiro (PSB), dono do segundo maior tempo de propaganda e o segundo maior quadro de candidatos a vereador, com o objetivo e chances de chegar ao segundo turno.

Tem que trabalhar e combinar com o eleitor. Se depender do grupo liderado pela família Barros, Silvio Barros (PP), com 44% do tempo de TV e rádio e com 60% dos candidatos a vereador como aliados, leva no primeiro turno. Não será fácil, como foi nas eleições de 2008. Acho difícil, pouco provável, mas não impossível, que se tenha até mesmo um segundo sem Silvio, representante do grupo que dá as cartas há doze anos na prefeitura e na Câmara Municipal.

Bom, a campanha 'tá' liberada. Vão começar a chegar papéis, postagens, curtidas, mensagens no WhatsApp, poderão ligar e vão estar na televisão e no rádio, por 90 minutos diários. Os trinta e poucos dias que vão anteceder as eleições prometem muita disputa, muito discurso e, principalmente, muito marketing e propaganda.