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Perder o poder é mesmo de chorar

A semana que passou nos comprova que os políticos têm muito a ensinar aos atores e atrizes. Quantos não acreditaram nas verdades, ao menos para eles próprios o são, de Eduardo Cunha (PMDB) e Lula (PT). Nos choros dos inocentes, vítimas do sistema, e perseguidos dos promotores e procuradores. Só podem ser Genis, apedrejadas pelos mesmos que os colocaram no meio da lama da política brasileira. Mas se choram é porque perder o poder é triste. Ainda mais para quem não tem mais, há alguns meses aliás, a mesma benevolência de favores dos empresários, agora presos ou enrolados até o pescoço com a cega que espero use mais a espada do que a balança para mostrar o que ganham ao final os corruptos que saqueiam o Brasil.

Falou a verdade Cunha, na sessão de cassação do todo ex-poderoso presidente da Câmara dos Deputados, que mais 160 poderiam ser os próximos a perder o mandato. Para muitos, deveria sim ser este o caminho. Não acredito que o seja, mas creio que outros virão a ser questionados pela República de Curitiba, que a partir de um posto de gasolina em Brasília, fez nascer a esperança de que é possível moralizar o Brasil. Cabe ao cidadão agora, escolher bem nas eleições e não deixar que os deputados e senadores engavetem as medidas de combate à corrupção. Quem enriquece precisa ter como provar que não roubou e todo funcionário público não pode ter medo de ter a honestidade questionada.

Quem temer, que siga as lágrimas de Lula, que imagino sofrer depois de ter perdido a chance de desfrutar do triplex e que não foi mais pra chácara, pescar e ver os netinhos andarem nos pedalinhos. Denunciado, que se explique, e não apenas ataque, como tem feito nos últimos meses. Chore Lula, mas sorria também, pois poderá ficar novamente perto do Zé Dirceu, que o ajudou a se aliar com a direita para chegar ao poder e fechar o mensalão da tua coalizão. Os bons tempos de palestras milionárias se foram, o respeito da faixa presidencial não lhe pertence mais, as honras e benevolências se esgotaram. Deixe as lágrimas correrem, respeito a tristeza do teu carma. Entendo, porque a você, perder o poder é mesmo de chorar.