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Política ninja

Se há recurso possível, possibilidade de pôr a acusação em dúvida, desqualificar a parte contrária, postergar processos e adiar decisões, porque não fariam. O ninja do regimento, presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), usa todos os artifícios.

Consegue a cada semana prorrogar qualquer decisão contra ele. Não importa o que seja preciso, se faz. O Lula e os advogados, aliados a Dilma Rousseff, também se esforçam na arte ninja. A nomeação para a Casa Civil bateu na trave e ainda se aguarda quem fica com o rebote.

José Eduardo Cardozo, advogado geral da União, pode ser considerado um ninja dos discursos. Sabe por em dúvida a legalidade do processo de impedimento. Esta semana, Cardozo terá que se esforçar ainda mais, terá uma plateia de 513 ninjas a convencer.

Aliás, não faltam ninjas no Congresso, nomes como Gim Argelo, acusado de cobrar proprina da proprina, na fase 28 da Lava Jato, passou por lá e deve ter feito escola.

Com tantos mestres, há discípulos. Em Maringá, o presidente da Câmara, Chico Caiana (PTB), foi ninja ao protocolar antes, mas votar junto, o reajuste dos vereadores de 11% em parcela única retroativa, com a reposição dos servidores, em seis parcelas, a primeira de 4% e o restante de 1,3%.