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PV tenta esquecer as eleições de 2012

Entre os partidos que buscam esquecer as eleições municipais de Maringá de 2012, acredito que o principal seja o PV. Com um diretório municipal recém constituído e com a filiação do senador Alvaro Dias, as possibilidades frente ao último pleito são bem mais interessantes. Outra vantagem, a se confirmar, é a filiação de vários deputados federais no partido, o que irá refletir em mais tempo na TV e no rádio, bem como nos repasses do fundo partidário.

Só para recordar 2012, o PV foi protagonista de um fato inusitado em Maringá. O diretório municipal lançou Alberto Abraão candidato a prefeito, mas houve intervenção do diretório estadual, que defendia a coligação com o PDT na proporcional e o apoio ao candidato a prefeito Enio Verri (PT). Sem resolução judicial, o partido acabou por disputar o pleito dividido. Nos programas de TV e rádio, os eleitores assistiam dois verdes. Alguns membros do PV pediam votos para Abraão, enquanto outros apoiavam Verri.

Nas eleições proporcionais a confusão foi ainda maior. Enquanto a justiça comum entendeu que o diretório municipal tinha a razão e a chapa válida de vereadores seria a do PV ‘puro’, a justiça eleitoral acabou por considerar válida a dobradinha do PV com o PDT, mas isto ocorrer apenas depois de dois anos após a eleição de 2012. O entendimento favoreceu mesmo o PDT. A decisão provocou a recontagem dos votos para o Legislativo e a posse de Da Silva (PDT) e Luizinho Gari (PDT). Com a mudança o PT perdeu uma cadeira e o PSB a outra.