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Qual a Câmara que queremos

Nas últimas sessões, o que mais se fez na Câmara Municipal de Maringá foi aprovar nomes de ruas. Requerimentos com pedidos de informação não faltaram, mas quem os fez não se atentou em aproveitar os bens pagos assessores para informar à imprensa o que se questionou e se as repostas foram convincentes. Não se vê resultado, poucos foram os exemplos de vereador que aprofundou uma fiscalização, levou uma suspeita ao Ministério Público.

Agora, os eleitores têm uma nova chance de escolher. Se querem um Legislativo mais forte e atuante, não se deve votar em quem homenageou o vovô com o nome da rua, nem naquele que conseguiu atravessar a fila de uma consulta ou corte de árvore, ou ainda quebrou um galho qualquer na esfera pública. Se há o desejo de termos uma Câmara com qualidade, é preciso eleger pela capacidade e honestidade, não pelo jeitinho e camaradagem. Passe o filtro, sobrarão poucas opções entre as centenas de candidatos.

Na corrida à prefeitura, faça o mesmo, leia os planos de governo que os candidatos apresentaram à Justiça Eleitoral, veja as certidões criminais que cada um deles apresentou, veja os gastos e receitas declaradas, vá além da propaganda e do discurso. Acesse o link eleições 2016 na página oficial do Tribunal Superior Eleitoral. É no endereço www.tse.jus.br. Para quem preferir, existe o aplicativo Candidaturas 2016, que oferece as mesmas informações.

Acesse, pesquise, pois nas próximas semanas cada um vai dizer na urna qual é a Câmara que irá se formar e quem vai administrar à cidade, definir prioridades, nomear os cargos comissionados, reduzir ou não despesas, ouvir ou não os interesses da população, garantir ou não um governo sem indícios de corrupção.