22°
Máx
17°
Min

Tem muita história pela frente

Protocolar, iniciou-se a sessão de votação da admissibilidade do processo de impeachment. Até que a faixa “Fora Cunha” saltou aos olhos. Frio, Eduardo Cunha não respondeu a qualquer provocação pessoal, presidiu.

Queria ver o fim. Todos queriam. Logo virou festa. Destoou de bons debates das lideranças. Um deputado volta e usa o microfone para dizer que esqueceu de dizer alô ao filho, o outro queria por o moleque pra dizer sim. Eu ofereço o circo a todos nós eleitores, que os elegemos, de Norte a Sul do País.

As manifestações de rua foram fundamentais ao andamento do processo e será importante o rumo que vão tomar. A Câmara está de ressaca e nem trabalhou na semana passada. No Senado, começou, e em três semanas Dilma será afastada, a se confirmar o placar de votos declarados dos senadores.

A se confirmar, teremos 180 dias de Temer, com Olimpíadas e eleições municipais. Sem contar a Lava Jato e o destino de Cunha e Renan. Não vai faltar assunto na política.

Nem em Maringá, onde o plenário da Câmara se redime, com o apoio do vereador Luizinho Gari, alvo da Comissão Processante por ter sido preso sob a acusação de infringir medida protetiva da Lei Maria da Penha. Gari pediu para aprovar a investigação.

A CP foi instalada e o vereador tem prazo para a defesa. Por ironia do destino, a única vereadora da Casa, Márcia Socreppa, que votou contra o primeiro pedido de abertura de CP contra Gari, é relatora da comissão.