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Um voto gentil e Hossokawa é o novo presidente da Câmara

Gentileza gera gentileza. Mas explicar o que ganhou Gentil, com o voto para a Mesa Executiva, só ele mesmo poderá dizer um dia. O vereador foi inscrito em duas chapas na disputa pela presidência da Câmara de Maringá. Poderia escolher ser o vice-presidente de Alex Chaves (PHS) ou o segundo vice-presidente de Mário Hossokawa (PP). E, por ironia do destino, a votação em ordem alfabética e o primeiro nome William o garantiu o anúncio do voto decisivo.

Optou por garantir Hossokawa na presidência. Em termos de experiência no Legislativo e tendência de bom relacionamento com o Executivo, concordaria com a escolha de William Gentil (PTB). Nos dois primeiros anos da nova administração, é melhor para a cidade ter menos surpresas entre os poderes. Chaves entra no primeiro mandato após passagem em cargo de comissão na Secretaria de Assistência Social e Cidadania na administração de Silvio Barros (PP) e Carlos Roberto Pupin (PP). Mas qual postura assumiria na presidência? Não saberemos, ao menos agora.

Hossokawa é filiado ao PP e foi chefe de gabinete e coordenador do Procon na gestão Pupin, mas o que se acredita é que buscará independência sem confronto direto e de oposição ao Executivo. Mas vamos voltar a Gentil. Votar em Hossokawa não prejudicou William Gentil. O problema foi anunciar o voto de vice-presidente a Mário Verri (PT), e não em si mesmo para o cargo. Foi gentil ao votar em si mesmo apenas para a segunda vice-presidência. Optou por manter o acordo com o grupo de Hossokawa, que deve ter apresentado bons argumentos para conquistar o colega.

Além da gentileza, a eleição demonstrou divergências no PHS e no PTB, que tiveram membros em lados opostos na eleição da presidência do Legislativo. No PHS, Odair Fogueteiro optou por não apoiar Chaves e Gentil, não seguiu a orientação de Chico Caiana (PTB), que apoiou Chaves. No PV, PT, PP e PSD, os dois representantes de cada sigla votaram juntos. Hossokawa foi eleito com votos do PP, PT, PSD, PHS e PTB. Chaves teve votos do PHS, PV, PR, PTB e PPS.

Na escolha das comissões permanentes, o consenso falou mais alto e treze são os vereadores que vão participar. Ficaram de fora apenas Hossokawa e Caiana. Além de uma distribuição democrática, vale destacar a nova composição da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que vai ter Homero Marchese (PV), presidente, Carlos Mariucci (PT), vice, e Jean Marques (PV), membro. Marchese e Marques são advogados, um bom sinal para se evitar a tramitação de projetos inconstitucionais.

A primeira missão do trio vai ser avaliar o projeto de lei que concede o Vale Alimentação de R$ 250 para os servidores da prefeitura. É a primeira proposta de Ulisses Maia (PDT) protocolada para a apreciação dos vereadores, o que também precisará da atenção de Odair Fogueteiro (PHS), Belino Bravin (PP) e Onivaldo Barris (PHS), membros da Comissão de Finanças e Orçamento (CFO), que vão avalizar o impacto anual com o benefício, de mais de R$ 30 milhões no orçamento.