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Uma imagem contra as palavras

A capa do jornal O Estado de São Paulo do dia 14 de março é fantástica. A foto da Avenida Paulista tomada pela manifestação ocupa página inteira. O silêncio textual remete aos balanços afirmativos e negativos de Lula no depoimento à Lava Jato, divulgado ontem, na íntegra.

Todas as vezes em que foi questionado sobre repasses das empreiteiras investigadas para o Instituto Lula, o ex-presidente silenciou e apenas movimentou a cabeça em frente aos delegados, procurador, testemunhas e câmeras.

Do mais, nunca vi na história deste País, alguém dizer tanto que não sabia de nada. Também fez discursos e quase pediu voto para 2018. Do sítio de Atibaia, chamou-me atenção ter dito que o amigo comprou, entre outras razões, para Lula descansar.

O homem que foi 8 anos presidente e que diz cobrar 200 mil dólares por palestra, desde 2011, poderia ter administrado melhor e comprado um lote de paz para o repouso, com os mesmos pedalinhos.

As palavras de Lula se esvaziam nas imagens das manifestações por todo o País.

Em Maringá, com 50 mil contra Lula e Dilma, com honras a Sérgio Moro, perde o PT, que ainda tem muitas semanas amargas até a eleição municipal com impeachment e Lava Jato na pauta nacional. Outros reflexos a pior, ao PT e outras siglas, dependem das novas delações a surgir nos noticiários e sentenças. Resta acompanhar as próximas fases no Congresso e em Curitiba.

O PT administrou a Prefeitura de Maringá entre 2001 e 2004. Desde então a sigla mantém o segundo lugar nas urnas, sempre contra o PP de Ricardo Barros, com Sílvio Barros (2005 a 2012) e Carlos Roberto Pupin (2013 a 2016). Com o PT enfraquecido, abre-se espaço no cenário local. A eleição municipal promete.