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Vandalismo é golpe baixo

Nem no boxe, onde o objetivo é dar porrada, se permite o golpe baixo, foge à regra e há o respeito entre os oponentes. Mas voltamos a ver nas ruas golpes baixos de radicalismo, vandalismo e violência social gratuita. Tive o prazer de contar, em 2001, que o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, na noite do dia 10 de setembro de 2001, em palestra na cidade de Londrina, defendeu o radicalismo sem bombas, pelas ideias, temia o que se desenhava no mundo por radicais como aqueles que, 12 horas depois explodiam as torres gêmeas.

No radicalismo de bombas e do vandalismo nas ruas, perdem os inocentes, o trabalhador que não viu e não entendeu direito o que rolou no Senado e não tem a mínima ideia do que significa a tal da pedalada fiscal. Espero que os Dilmistas radicais respeitem o inocente, o trabalhador, que nem viu passar direito as olimpíadas, que por vezes acredita fácil em palavras de ordem, mesmo sem entendê-las, ou até mesmo discorda, só por desconhecer.

Rodrigo Maia, o botafoguense bonachão do Rio de Janeiro é o presidente. O democrata, herdeiro político do pai, virou presidente da Câmara e, agora, tem o gostinho de despachar do Planalto. Que o radicalismo, venha com ideias, com protestos inteligentes, que surpreendam, não com violência e vandalismo, mas pelo inusitado de fazer pensar.

Seja contra Maia, Temer, Rousseff, Silva ou Cunha, mas que seja pacífico. É hora de voltar os olhos para o Supremo Tribunal Federal, além do recurso de Dilma, estão a julgar a revogação da decisão, também do STF, de prender os condenados após o julgamento em duas instâncias do Judiciário. Há o risco dos ministros deixarem para os infindáveis recursos a sorte daqueles que foram considerados culpados por um juiz e um colegiado de desembargadores. Espero que na dúvida, julgue o STF em prol da sociedade. Se há crime, tem que haver punição.