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Ecomuseu de Itaipu abre mostra Caminhos e Pegadas

Colaboração: Assessoria de imprensa - Ecomuseu de Itaipu abre mostra Caminhos e Pegadas
Colaboração: Assessoria de imprensa

A exposição Caminhos e Pegadas, no Ecomuseu de Itaipu, leva o visitante ao cenário onde o jornalista Marcos Sá Corrêa viveu durante um ano e que considerou “o melhor período de sua vida”: o Parque Nacional do Iguaçu.

As 107 fotos, das mais de cinco mil que ele produziu, traduzem a paixão de Marcos pela natureza exuberante da região e revelam, além de qualidade técnica, a sensibilidade de um artista, capaz de perceber a beleza tanto na paisagem fantástica das Cataratas como na teia de uma aranha ou nas pegadas deixadas no meio da mata por bichos e por gente que se especializou em estudá-los.

Marcos Sá Corrêa, vítima de um acidente doméstico, hoje só se movimenta com auxílio e se comunica apenas com gestos e sorrisos, mas demonstrou toda sua alegria com a homenagem que recebeu na abertura da exposição, em Foz do Iguaçu, na noite desta terça-feira (22), Dia Mundial da Água.

Foi seu reencontro com amigos da cidade, como o superintendente de Comunicação Social de Itaipu, Gilmar Piolla, e o ex-chefe do Parque Nacional do Iguaçu, Jorge Pegoraro. Marcos veio acompanhado da esposa, Ângela Maria Corrêa.

A exposição, que fica em Foz do Iguaçu até setembro e depois deve seguir para o Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro, foi também uma homenagem de Itaipu ao Dia Mundial da Água, como lembrou Gilmar Piolla.

A mostra tem curadoria de Ligia Basso e Lucas Minatti Attuy. A direção de fotografia é de Fernando Benega.

Paixão pelo parque

Amigo de Marcos desde os tempos em que ambos trabalhavam com jornalismo on-line, foi Piolla quem pediu a Marcos, em 2008, para desenvolver um trabalho sobre o Parque Nacional do Iguaçu: o livro “Meu vizinho, o Parque Nacional do Iguaçu”, feito em parceria com o historiador Lorenzo Aldé.

Encantado com tudo o que pesquisou e viu, Marcos tomou a decisão, no ano seguinte, de passar um período dentro do Parque Nacional do Iguaçu, para produzir fotos e textos, publicar em seu blog e em reportagens especiais. Mas não quis ficar no luxuoso Hotel das Cataratas, como lhe propuseram. Preferiu aceitar o quarto de hóspedes na casa do chefe do Parque Nacional do Iguaçu.

Chefe do parque por 12 anos, entre 2003 e 2015, Jorge Pegoraro e a esposa, Iáscara, tornaram-se rapidamente amigos de Marcos e de Ângela, que viajava todos os finais de semana do Rio de Janeiro para Foz.

“Foi o melhor ano de nossas vidas também”, disse Pegoraro, que todas as noites passava algum tempo conversando com Marcos, enquanto ele identificava as fotos que tinha tirado ao longo do dia.

Ângela contou muitas histórias dessas visitas e do encantamento que sentia em estar “naquele quarto mágico, com vista para a mata, pertinho dos pássaros e das borboletas”.

Mas também falou que tinha muito medo das onças, que Marcos viu e fotografou muitas vezes. Sobre esse medo, contou, Marcos apenas observava: “Ser comido por uma onça é uma forma excelente de reciclagem natural”.

Ela encerrou sua fala lembrando um dos trechos do diário que Marcos fez nos 12 meses de Parque Nacional do Iguaçu, quando estavam no local chamado de Poço Preto. “De repente, ouvindo os pássaros, me deu uma certeza de que vou sentir saudade de tudo isso”, escreveu Marcos.

O diretor de Coordenação, Nelton Friedrich, também homenageou Marcos Sá Corrêa. Ele disse que suas fotos revelam “uma sensibilidade profunda”.

Para Nelton, a mostra Caminhos e Pegadas tem “a pedagogia das fotografias”, demonstrando, mesmo sem ser preciso usar a palavra, a necessidade de cuidarmos da natureza.

Colaboração: Assessoria de imprensa