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Escola de Dança apresenta ‘Giselle’ no Circo Funcart

Desde o século XIX, quando foi concebido, o balé de repertório “Giselle” emociona plateias contando - por meio de movimentos dramáticos e tecnicamente desafiadores - a história de amor da camponesa humilde que superou os limites da morte para viver sua paixão proibida por um nobre. A Escola Municipal de Dança mergulhou fundo no roteiro e na coreografia originais para montar o espetáculo que entra em cartaz neste sábado (16) e segue temporada até o dia 1º de maio, aos sábados e domingos, sempre às 20 horas, no Circo Funcart (Rua Senador Souza Naves, 2380).  Os ingressos custam R$20 e R$10 (meia-entrada) e já podem ser adquiridos na Funcart. Todos os bilhetes antecipados estão sendo vendidos pelo valor da meia até esta sexta-feira (15). Mais informações pelo telefone (43) 3342-2362.

Com música de Adolphe Adam e coreografias de Jean Coralli e Jules Perrot, o balé “Giselle” é conhecido pela intensidade emocional e pela aura soturna. No roteiro, a personagem que dá nome à peça, uma aldeã doce e humilde, é tomada de paixão pelo duque Albrecht. Mesmo sendo um aristocrata, ele se disfarça de pobre trabalhador para conquistá-la. Apaixonada, Giselle rejeita os cortejos de Hilarion, o guarda-caça da vila a quem estava prometida. Ele, por sua vez, enfurecido, desmascara a farsa de Albrecht. Ao saber a verdade, a moça enlouquece e suicida-se.


O espetáculo da Escola Municipal de Dança encena apenas o 2º ato, que se passa na misteriosa floresta dos espíritos, onde vai parar Giselle após sua morte. Lá acontece o lacrimoso balé das Willis, moças que morreram jovens, antes do casamento. Como vingança, as Willis, regidas por sua rainha Mirtha, seduzem os rapazes que passam pelo local e levam-nos a dançarem até a morte. Giselle, que é iniciada no coro das Willis, aparece para Albrecht quando este vai levar flores em seu túmulo. Ele perde-se na floresta à procura da amada e acaba capturado para o rito mortal das virgens. Antes, porém, que Mirtha o capture, Giselle protege-o da maldição com a cruz de seu túmulo. É o momento que a aurora surge, dispersando com luz os espíritos das Willis.

Para compor as cenas fantasmagóricas da segunda parte, a Escola contou com luxuosos figurinos em branco off e cores pasteis, além de recursos cenográficos como fumaça e jogos de iluminação. Em cena, 35 bailarinos se revezam em conjuntos coreográficos, solos e no grand pas-de-deux. Dentre eles, alunos do 5º ao 8º ano do curso de balé, bailarinos já formados pela Funcart e profissionais convidados: Renata Dói (que vive Giselle), Vitor Rodrigues (Albrecht) e Ione Queiroz (Mirtha) - os dois últimos, integrantes da Cia. Ballet de Londrina. O espetáculo tem coordenação geral de Sônia Secco e Luciana Lupi. A adaptação coreográfica é assinada pelos professores Cláudio de Souza, Eduarda Nishikawa, Luciana Lupi, Marciano Boletti, Rosângela Homem e Thaísa Morais.

Desafio

Para Sônia Secco, coordenadora da Escola Municipal de Dança, fazer “Giselle” é um dos maiores desafios na trajetória de qualquer bailarino. “O balé é repleto de desenhos geométricos, formações em conjunto. A coreografia utiliza muitas posições com pés em ponta, braços cruzados formando lírios, movimentos tensos. Além disso, precisamos trabalhar muito os aspectos psicológicos e emocionais para que a história seja bem representada. Os sentimentos de tristeza e submissão na expressão das bailarinas, pela decepção amorosa, não podem ser confundidos com o ódio, por exemplo”.


Para chegar ao resultado, a Escola levou mais de um ano, entre pesquisas e ensaios. Em 2015, professores, funcionários, pais e alunos da Funcart reuniram-se para falar sobre a trajetória histórica da peça e para assistir à versão em vídeo do espetáculo montado pelo The Royal Ballet de Londres. Em dezembro do ano passado, a Escola encenou a íntegra de “Giselle” no Ginásio Moringão em um palco de 20 por 14 metros. As duas apresentações reuniram um público estimado em cerca de 3 mil pessoas.

Após aquela experiência, os professores adaptaram a coreografia para as dimensões do Circo Funcart e o elenco apresenta-se agora ainda mais afinado, não só pelos ensaios contínuos, mas também pelo contato com outras técnicas. “As demandas de um espetáculo complexo como ‘Giselle’ nos fizeram ter novas ideias para melhorar a parte pedagógica da Escola. Já estamos incluindo progressivamente na formação, aulas ligadas ao teatro, à dança  contemporânea e ao street dance, o que ajuda muito na expressividade do bailarino clássico”, destaca Sônia.

Serviço:

Balé Giselle (2º Ato)

Escola Municipal de Dança de Londrina

Dias 16, 17, 23, 24, 30 de abril e 1º de maio

Sábados e domingos, às 20 horas, no Circo Funcart (Rua Senador Souza Naves, 2380)

Ingressos: R$20 e R$10 (meia e antecipado, até o dia 15)

Informações: (43) 3342-2362

Colaboração Assessoria de Imprensa.