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Coisas Belas e Sujas é o próximo filme do Tela Alternativa

O filme do próximo dia 12 é dirigido por Stephen Frears e tem ambientação em Londres, a capital inglesa (Foto: Divulgação) - Coisas Belas e Sujas é o próximo filme do Tela Alternativa
O filme do próximo dia 12 é dirigido por Stephen Frears e tem ambientação em Londres, a capital inglesa (Foto: Divulgação)

A trama do diretor Stephen Frears “Coisas Belas e Sujas” (Dirty Pretty Things, Reino Unido, 2002) é o cartaz do ‘Tela Alternativa’ da próxima terça-feira (12 de julho) no Auditório ”B” do Cine Teatro Ópera (Rua XV de Novembro, 472). Com sessão aberta ao público em geral, o projeto de extensão Tela Alternativa registra, após cada unidade temática apresentada, espaço de debate sobre o filme conduzido por um especialista convidado. O projeto vincula-se ao Departamento de Estudos e Linguagem (DEEL) da UEPG e visa estabelecer um diálogo com a comunidade universitária e externa. A professora Mariza Túlio coordena o projeto que tem carga horária semanal de quatro horas – e total de 180 horas registradas (de dezembro de 2015 a novembro de 2016).

Para os participantes do Tela Alternativa, a coordenação fornece certificados para aqueles que se inscreveram e com presença de 60% nas atividades programas para o projeto. Os certificados serão emitidos pela Proex (Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais) da UEPG. O filme da terça-feira tem ambientação em Londres, a capital inglesa. Com 1h47 minutos, o filme de Stephen Frears traz no elenco Audrei Tautou, Chiwetel Ejiofor e Sergi López. O nigeriano Okwe (Ejiofor), médico formado, trabalha como motorista de táxi de dia e à noite como recepcionista no hotel Baltic. Quando faz a vistoria dos quartos do pequeno hotel, em uma das noites, encontra em um deles um coração humano no vaso sanitário. Resolve delatar o caso à polícia, mas é aconselhado por Sneaky (Sergi López), seu chefe e dono do hotel, a permanecer longe da encrenca, porque vive ilegalmente em Londres.

Realismo Urbano Moderno

Wally Hammond (Time Out) é o escolhido pela coordenação do projeto para apresentar o filme do ciclo migrações e fugas ao público. O crítico escreve: Uma simpática, envolvente e politicamente astuta fatia de realismo urbano moderno, situada no crepuscular mundo londrino da comunidade de recentes imigrantes e asilados, e dirigida com o profissionalismo e a sensibilidade habituais de Stephen Frears. Interpretações ótimas incluem a de Ejiofor como o "virtuoso" porteiro noturno nigeriano, que sofre de insônia e compartilha o leito com a arrumadeira turca Tatou, e a de Lopez como o porteiro principal metido e muito escorregadio.

A compreensão de Frears do "milieu" - centrais de táxis, corredores dos fundos de hospitais e quartos de aluguel baratos - é tão aguda quando sua visão e audição para as minúcias da interação de personagens com seu meio social. Se há um problema, ele reside no roteiro de Steven Knight. O diálogo é ocasionalmente duro e banal e o formato de thriller atrapalha um pouco o desenvolvimento dos acontecimentos. (Wally Hammond, Time Out).

Colaboração Assessoria de Imprensa.