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Estado do mundo é tema do Festival de Curtas que estreia nesta quarta em SP

No ano passado, o tema do Festival Internacional de Curtas foi a mobilidade urbana - nada mais atual em São Paulo, onde a redução da velocidade e as ciclovias suscitam debates apaixonados. Começa nesta quarta-feira, 24, mais um Festival de Curtas. Será o de número 27, e agora o tema é o estado do mundo. "A programação destaca questões sociais, políticas e comportamentais como censura e liberdade de expressão, imigrações e xenofobia, violência contra mulheres e inclusão das diferenças." E Zita Carvalhosa, que dirige o maior evento de curtas do Brasil, um dos maiores do mundo, acrescenta - "O curta é uma das expressões artísticas mais rápidas que existem, no sentido de captar as erupções cotidianas e expressar a mudança por meio de uma multiplicidade de olhares".

Como sempre, o festival dá a volta ao mundo, exibindo um total de 400 filmes de mais de 60 países. A seleção final privilegia pouco mais de 10% dos 3550 inscritos, o que implica num rigoroso trabalho de seleção. A programação é gratuita e deve se desenrolar em sete salas, mais cinco unidades de CEUs. Divide-se em mostras Internacional e Latina, programas Brasileiro e Especiais. Entre esses, estão uma mostra dedicada aos curtas da Berlinale, outra, Desenhar É Preciso, que traz animações francesas produzidas pelo Canal +, após o ataque ao Charlie Hebdo. Uma parceria com o Festival de Filmes sobre a Deficiência, da França, inclua parceria de Lauro Escorel e Evaldo Mocarzel, Elisa e Joana. E, como sempre, o festival promove encontros e organiza debates.

É até covardia querer privilegiar alguns entre centenas de filmes, mas é o que faz a crítica. O festival traz os curtas vencedores de Cannes (Timecode, da Espanha), Berlim (Balada de Um Batráquio, de Portugal) e Annecy (A Cabeça Oculta, da França). Também da seleção de Cannes apresenta o colombiano Mãe, de Simon Mesa Soto, que parece concentrar o estado do mundo ao mostrar jovem de Medellin que participa de casting para filme pornô. E há, imperdível, Os Cravos e a Rocha, de Luísa Sequeira - a cineasta portuguesa resgata imagens raras do mítico Glauber durante a Revolução dos Cravos. Na segunda, 22, completaram-se 35 anos da morte do autor. O filme oferece um apaixonante registro de sua vulcânica personalidade.

Serviço

FESTIVAL INTERNACIONAL

DE CURTAS-METRAGENS

Informações e locais de exibição no site: www.kinoforum.org.br/curtas/2016