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Matanza transforma público indie do festival em Clube de Canalhas

Uma quantidade modesta de camisetas pretas assistiu à apresentação do Matanza, neste sábado, 12, às 14h, no Palco Skol, no primeiro dia do festival Lollapalooza, no Autódromo de Interlagos. Aos berros, o "gigante irlandês" Jimmy London, como é conhecido o vocalista da banda, não amoleceu seu coração truculento diante do público, em sua maioria hipster, que marcou presença no show.

A sonoridade pesada do grupo carioca tinha tudo para destoar das outras apresentações deste sábado - Mumford & Sons, Of Monsters And Men e Tame Impala. Fato é que o "pancadão" de Jimmy e sua trupe funcionou bem, dando gás para o que viria posteriormente.

Com guitarras bem entrosadas e batidas frenéticas de bateria, a performance do Matanza foi crua, intensa e divertida, como manda o rock 'n' roll. "Não importa o estilo de música que cada um de vocês curta. Todos nós aqui temos algo em comum. Somos todos canalhas. Alguém aqui abriria mão da diversão?", indagou Jimmy antes de tocar a música Clube dos Canalhas.

Jimmy tem uma vertente interessante. O gigantão de pouco mais de 1,90 m de altura consegue ser durão e ao mesmo tempo cômico. A cada história, uma sátira. A cada riff, uma pensata sobre a vida. O rock do Matanza é genuíno e recheado de ensinamentos empíricos.

"Alguém se arrepende de ter feito algo? Arrependam-se, na verdade, do que não fizeram. Pois, se fizeram, foi porque tiveram um motivo. O que está feito está feito", berrou.

Habituado a falar sobre álcool, diversão e mulheres em suas letras, o Matanza deu uma trégua sobre os assuntos em Pior Cenário Possível, último disco de estúdio da banda, lançado no ano passado. Mais dark, o álbum fala sobre a atual situação política e econômica do País.