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‘O colecionador’ é o filme desta semana do Tela Alternativa

(Foto: Divulgação) - ‘O colecionador’ é o filme desta semana do Tela Alternativa
(Foto: Divulgação)

O rapto de uma estudante de arte por um jovem que sofre de transtornos mentais relacionados à sua natureza tímida e solitária movimenta o filme da Columbia Pictures “O colecionador” (The collector, William Wyler, 1965) que abre o ciclo A posse do outro do projeto de extensão Tela Alternativa, do Departamento de Estudos e Linguagem (DEEL) da UEPG. Baseado no Best-seller do mesmo nome de John Fowles, o drama de suspense interpretado por Terence Stamp (Freddie Clegg) e Samantha Eggar (Miranda Grey) será exibido na próxima terça-feira (30 de agosto), no Auditório ”B” do Cine Teatro Ópera (Rua XV de Novembro, 472).

A coordenação do projeto destaca o novo bloco que traduz a posse total do outro, com a imagem registrada pelo poeta inglês William Blake e com tradução do também poeta Éric Ponty: “[...] Me agarrou na sua sedosa rede e fechou-me na sua gaiola dourada”. Para resumir o filme, a escolha foi por Michael Reuben, Blue-ray.com, que escreve: “A adaptação de Wyler do extremamente astuto primeiro romance de John Fowles te agarra com luvas de veludo do começo ao fim”. E prossegue: Um lepidopterólogo psicopaticamente reprimido usa o dinheiro que ganhou numa loteria para sequestrar uma vibrante estudante de arte e submetê-la a qualquer custo.

Metáfora Multifacetada

Fowles estendeu a desesperada relação prisioneiro/aprisionador a uma metáfora multifacetada, investigando tudo desde a política sexual primária até a luta de classes, a responsabilidade do artista e a alma morta da Inglaterra dos anos 1960. (Time Out). Duas horas com as mesmas’duas pessoas poderia soar monótono, mas não nas mãos de um artesão do calibre de Wyler.

Trabalhando a partir de uma fiel adaptação do romance de John Fowles, O colecionador (que não tem nada a ver com o filme de 2009 do mesmo nome), o diretor submeteu o raptor e sua vítima a uma cada vez mais íntima série de trocas, negociações, conflitos e confrontos, até que cada um deles revele quem e o que ele/ela é. O resultado pode exigir um pouco mais de paciência de parte do público, mas o efeito final é mais perturbador, porque você se sente como se realmente tivesse conhecido pessoas que são, exatamente por essa razão, muito mais difíceis de abandonar.

Colaboração Assessoria de Imprensa.