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'Ode a Meu Pai' redefine o sentido do heroísmo

Ode a Meu Pai pode ser visto como aquecimento para o Dia dos Pais (Foto: Divulgação) - 'Ode a Meu Pai' redefine o sentido do heroísmo
Ode a Meu Pai pode ser visto como aquecimento para o Dia dos Pais (Foto: Divulgação)

Megassucesso do cinema sul-coreano, Ode a Meu Pai, de Yoon Je-kyoon, inaugurou na terça, 9, no CCSP (R. Vergueiro, 1.000), a Mostra K-Action e, nesta quinta, 11, terá nova sessão no evento, no mesmo local (a Sala Lima Barreto), às 19h30. K-Action surgiu com a proposta de apoiar os atletas que representam a Coreia do Sul nos Jogos do Rio. A mostra tem curta duração e vai somente até sexta, 12. Homenageia figuras que podem ser consideradas heroicas para a nação coreana por meio de uma seleção de cinco títulos, entre épicos, dramas de superação e comédias, produzidos nos últimos sete anos.

Ode a Meu Pai pode ser visto como aquecimento para o Dia dos Pais, no domingo, 14. O filme arrebentou nas bilheterias do país, e vale lembrar que a Coreia do Sul é uma exceção no planeta midiatizado por Hollywood. É o único lugar em que a produção nacional supera os blockbusters do cinema norte-americano. Em nível mundial, os críticos gostam de dizer que o cinema sul-coreano foi a grande novidade do terceiro milênio. Autores como Park Chan-wook e Bong Joon-ho, de Oldboy e O Hospedeiro, impuseram-se internacionalmente com releituras do cinema de gênero.

Gângsteres, ficção científica, terror. E violência. Yoon Je-kyoon segue uma linha um pouco diferente. Interessa-se pelo gênero, mas escolhe o melodrama à Douglas Sirk, em que toda tragédia se passa em família, e no mesmo lugar. Ode a Meu Pai é narrado em flash-back. Começa com o protagonista velho que se recusa a vender sua loja. O voo de uma borboleta, abrindo e encerrando o filme, coloca a efemeridade do tempo. Garoto, na guerra, o protagonista foi separado do pai e da irmã. Do primeiro, ele recebe uma missão - ser, em sua ausência, o guardião da família. Por décadas, e com muito sofrimento, ele cumpre a promessa, mas sempre se sentindo culpado por haver soltado a mão da irmã pequena.

Por meio da família, o diretor conta a história do país. Difícil - impossível? - ver sem se emocionar. Na terça-feira, quase toda a plateia chorava copiosamente no fim da sessão. Por via das dúvidas, vá, mas leve o lenço.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.