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‘Arte é como uma arma não violenta’, diz artista

A Compagnie Maguy Marin estreia a programação do France Danse em São Paulo, iniciativa criada em 2007 pelo Institut Français que fomenta a dança contemporânea francesa e que já passou pela Europa, Ásia, Oceania e pelos Estados Unidos. No Brasil, 15 cidades recebem o projeto. Somente em São Paulo, serão 19 espetáculos de 11 companhias até novembro.

Missão

Maguy Marin nasceu em Toulouse, onde estudou balé clássico. Dançou no Balé de Estrasburgo e frequentou a Escola Mudra, que Maurice Béjart construiu na Bélgica. Foi ainda solista no Ballet do Século XX, de Béjart. Em 2016, sua primeira obra completa quatro décadas. Resume o que a faz persistir há 40 anos: "É a única coisa que gosto de fazer".

A coreógrafa construiu uma carreira prolífica preocupada com o que poderia oferecer à sociedade dentro e fora do palco. Para Maguy, filha de refugiados espanhóis, que escaparam da ditadura de Franco, a arte é como uma arma não violenta. "Quando leio poesia ou vejo o trabalho de outros artistas, é muito importante para mim que eu pegue disso coragem, energia e confiança para mudar o mundo ou mudar minha vida, antes do mundo. Espero que, enquanto companhia, forneçamos coragem e prazer ao público, e que, além de um bom momento, o trabalho mude o modo de as pessoas pensarem e agirem. Alguma coisa tem de mudar lá no fundo", acrescenta.

BiT

Sesc Pinheiros. Teatro Paulo Autran. Rua Paes Leme, 195, tel. 3095-9400. 6ª e sáb., às 21h. Ingressos: R$ 15/ R$ 50.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.