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FILO fecha 48ª edição com 23 mil espectadores

(foto: Saulo Ohara/Divulgação) - FILO  fecha 48ª edição com 23 mil espectadores
(foto: Saulo Ohara/Divulgação)

O Festival Internacional de Londrina – FILO 2016 encerrou no último domingo (11) a maratona cênica de 17 dias de programação, com salas lotadas também nas duas últimas apresentações deste ano. A edição que marca os 48 anos do Festival reuniu um público de 23 mil pessoas, segundo estimativa da organização.

O FILO 2016 provocou sensações e despertou reflexões sobre o momento que o País atravessa. A programação suscitou polêmicas e trouxe à cena o debate. A diversidade de linguagens possibilitou revisões de conceitos e preconceitos. Teatro, dança, música, circo. Plateias recheadas de pessoas de todas as idades. Espetáculos consagrados e produções independentes sobre os mais variados temas, estilos, gêneros e linguagens.

Nesta edição, o FILO programou 64 apresentações de 33 espetáculos e mais 7 atrações musicais, entre elas, um show de Eduardo Dussek na Concha Acústica. Foram 30 companhias e produções independentes, representantes de estados distantes, como Pernambuco e Rio Grande do Sul, e também de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná. Londrina marcou a programação com nove espetáculos e seis atrações musicais. As quatro companhias internacionais vieram da Espanha, Argentina e França.

A programação ocupou 12 espaços de Londrina e chegou à cidade de Ibiporã, com duas apresentações no Cine Teatro Padre José Zanelli. Circulou por teatros e também foi a uma biblioteca, a espaços da universidade, a um centro cultural, à Concha Acústica, a um bar, a uma vila cultural, passou pela capela e acabou no auditório lotado.

Para o diretor do FILO, Luiz Bertipaglia, a edição deste ano teve uma programação forte e representativa, que provocou um debate fundamental em tempos de extremismos e intolerâncias no Brasil e no mundo. “O FILO reafirma seu caráter de resistência e sua persistência em alimentar o papel fundamental da cultura na vida brasileira”.

Em mais um ano de orçamento reduzido, Bertipaglia ressalta que o Festival conseguiu manter a força da programação. “Trouxemos trabalhos com trajetória no teatro brasileiro, além de jovens artistas e companhias internacionais importantes”, comenta. “Tivemos atrações para toda a família e também espetáculos que falaram a um público marginalizado e excluído da sociedade. Tivemos polêmica e exercitamos o debate”, destaca o diretor.

O público do FILO 2016 respondeu em peso. “Registramos salas lotadas na maioria dos espetáculos e um público muito bom nas atrações ao ar livre. Também notamos uma renovação nas plateias, com público bastante diversificado, em todas as faixas etárias, reforçando a formação de novos espectadores”.

O FILO também promoveu a formação e a reflexão em intercâmbios entre artistas, estudantes e produtores, que falaram sobre técnicas, estética e ética no fazer artístico. Foram 15 atividades formativas realizadas no Centro Cultural Sesi, na Biblioteca Pública e na Universidade Estadual de Londrina - três oficinas, 10 bate-papos, palestra-espetáculo e demonstração de processo de construção de um trabalho.

Para a coordenadora das atividades formativas, Laura Franchi, o ponto forte das atividades formativas foi a realização de ações voltadas para a máscara teatral. “Tivemos oficinas intensivas com mestres e um bate-papo que reuniu dois grandes nomes que relataram suas experiências com a máscara teatral , em atividades transmitidas ao vivo pelas redes sociais”, comenta. “É o FILO fomentando o espaço de formação do artista, em diálogo com a tradição teatral”.

Enquanto finaliza a edição deste ano, a organização do FILO começa a trabalhar para 2017 e já inicia os preparativos dos 50 anos do Festival de Londrina em 2018.

(com assessoria de imprensa)