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Museu da Imagem e do Som traz a exposição em homenagem ao fotógrafo “Macaxeira”

Macaxeira deixou uma vasta obra e muitos admiradores (Foto: Assessoria de imprensa) - Exposição vai homenagear o fotógrafo “Macaxeira”
Macaxeira deixou uma vasta obra e muitos admiradores (Foto: Assessoria de imprensa)

A Secretaria de Cultura de Cascavel e o Museu da Imagem e do Som – MIS em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura – SEEC, através da Coordenação do Sistema Estadual de Museus – COSEM abrirá no dia 27/07 a exposição em homenagem ao fotógrafo Carlos Roberto Zanello de Aguiar, conhecido por todos como Macaxeira. 

Funcionário da secretaria de Estado da Cultura desde 1980, Macaxeira morreu no dia 9 de abril deste ano, deixando uma vasta obra e muitos admiradores de seu estilo fiel às origens da fotografia.

A mostra “Obra & Vida Macaxeira” ficará em exposição no Museu da Imagem e do Som – MIS no Centro Cultural Gilberto Mayer até o dia 31 de agosto fazendo parte também da programação do 9º Festival de Cinema de Cascavel.

A exposição será uma biografia visual da vida de Macaxeira, com fotos das suas andanças pelo litoral paranaense, retratando o cotidiano dos fandangueiros; o trabalho realizado para o Patrimônio Cultural.

 Fiel às Origens

Apesar da grande modernização na área da fotografia nos últimos anos, Macaxeira nunca se rendeu às câmeras digitais e a todo o processo artesanal de revelação dos rolos de filme e ampliação das imagens em papéis fotográficos. No prédio da Secretaria ele mantinha um estúdio completo, com um vasto material produzido em 35 anos de carreira, o que é raro hoje em dia.

Pelas lentes de seus óculos, conta uma amiga, era possível ter ideia do quão vasto era seu trabalho. Segundo ela, de tanto repetir o gesto de aproximar a câmera para o clique, uma das lentes de seus óculos era riscada bem no centro, onde havia o contato com o visor.

O Fotógrafo

Carlos Roberto Zanello de Aguiar, o Macaxeira, nasceu no dia 16 de outubro de 1949. Curitibano e morador do centro da Capital, era um apaixonado pelo Paraná, sentimento que ficou retratado em seu trabalho como fotógrafo. Com seu chapéu panamá, marca registrada, percorreu o Estado retratando a cultura e a arte paranaenses, principalmente do Litoral.

Esse encanto fez Macaxeira comprar uma casa na região do Parque Nacional do Superagui e produzir seu principal trabalho, o livro Fandango do Paraná – Olhares, que traz 150 imagens colhidas em 20 anos de cliques. Os textos são do primo do fotógrafo, o escritor e psiquiatra Edival Perrini.

Colaboração: Assessoria de imprensa