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Nuon: a ressurreição de vítimas do Khmer Vermelho por meio da poesia

(Foto: Divulgação) - Nuon: a ressurreição de vítimas do Khmer Vermelho por meio da poesia
(Foto: Divulgação)

Nuon, o novo espetáculo do grupo curitibano Ave Lola, acontece em uma única noite, durante uma celebração em que no mundo budista os ancestrais são homenageados. A peça dá vida a personagens que viveram no Camboja da década de 70, sob o regime cruel do Khmer Vermelho. Eles revisitam sua terra e suas memórias.

O trabalho é fruto de uma empreitada corajosa da trupe da Ave Lola. "Passamos por um ano de intenso estudo sobre o Camboja, sua cultura, sua gente, e sobre a ditadura liderada por Pol Polt. Em muitos momentos, nos sentimos intensamente desafiados, visto que a tragédia vivida por aquela população traz consigo um enorme desafio. Não minimizar a relevância histórica desse genocídio, e ao mesmo tempo, buscar a poesia e a teatralidade, tendo o terror como tema, não é tarefa fácil", conta a autora e diretora Ana Rosa Tezza.

Após meses de pesquisa, incluindo viagens a outros ambientes que de alguma forma remetem à natureza cambojana - como a Amazônia brasileira -, a trupe Ave Lola concebeu Nuon, buscando uma forma inspirada na estética do extremo oriente, mesclando o universo imaginário com a realidade. "O espetáculo respeita as verdades vividas pelo povo cambojano, assim como toda a força e beleza do enfrentamento da sua história", acrescenta Ana Rosa.

O Nuon será apresentado nos dias 29, 30 e 31 de março e 1º de abril, às 20h, e nos dias 2 e 3 de abril, às 18h, na Ave Lola Espaço de Criação (Rua Portugal, 339 – São Francisco). Os ingressos saem a R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia) e são vendidos no site do Festival de Teatro de Curitiba.

Sobre  o Khmer Vermelho

O regime aconteceu entre 1975 e 1979 e suas práticas são reconhecidas internacionalmente como assassinato em massa. Cerca de 2 milhões de pessoas - 25% da população do Camboja na época - foram executadas. Os principais líderes do regime foram Pol Pot, Nuon Chea, Ieng Sary, Son Sen e Khieu Samphan. Além de mortes, o Khmer Vermelho foi responsável por horrores praticados em campos de trabalhos forçados, como tortura, separação de famílias e muita fome.

Colaboração Assessoria de Imprensa.