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Edson Celulari é diagnosticado com câncer e inicia tratamento

(Foto: Divulgação/Instagram)  - Edson Celulari é diagnosticado com câncer e inicia tratamento
(Foto: Divulgação/Instagram)

O ator Edson Celulari, de 58 anos, anunciou nessa segunda, 20, que foi diagnosticado com linfoma não-Hodgkin. O câncer é o mesmo que acometeu a presidente afastada, Dilma Rousseff, o também ator Reynaldo Gianecchini e Luiz Fernando Pezão, governador do Rio.

Em sua conta no Instagram, Celulari diz ter levado um susto com o diagnóstico e afirma já ter iniciado o tratamento. Ele publicou uma foto com a cabeça raspada, acompanhada de uma mensagem direcionada aos fãs: "Reuni minhas forças, meus santos, um punhado de coragem, coloquei tudo numa sacola e estou indo cuidar de um linfoma não-Hodgkin. Foi um susto, mas estou bem e ao lado de pessoas amadas. Com determinação e fé, sairei deste tratamento ainda mais forte", escreveu o ator em seu perfil na rede social.

A atriz Claudia Raia, que foi casada por 17 anos com Celulari, também usou sua conta no Instagram para demonstrar apoio ao ex-marido, com quem tem dois filhos, Enzo, de 19 anos, e Sophia, de 13. "Amor dos filhos. Isso cura", escreveu na legenda, junto com uma foto de sua filha dando um beijo na careca do pai e hashtags em que chama Edson de "guerreiro", dedica orações e deseja que tudo dê certo para o ator.

O filho Enzo também usou a rede social para postar uma foto ao lado de Celulari e enviar uma mensagem de esperança aos fãs: "Passando para afirmar três coisas: 1- Ele está bem, 2- Ele é um Guerreiro, 3- Em breve estaremos brindando a vida", escreveu o jovem.

Doença

O linfoma é um tipo de câncer que atinge o sistema linfático, estrutura que tem como uma de suas principais funções a produção de células de defesa. A doença se divide em dois tipos: Hodgkin e não-Hodgkin. O primeiro tipo é menos comum, atinge jovens, entre 15 e 30 anos, e tem maior chance de cura. O segundo é mais prevalente, correspondendo a cerca de 80% de todos os casos da doença. São mais de 30 subtipos de linfoma não-Hodgkin, e a evolução do tumor depende dessa classificação e do estágio em que ele foi diagnosticado - quanto mais cedo, melhor o prognóstico.

"Entre os linfomas não-Hodgkin, existem desde subtipos com crescimento bastante lento até aqueles de comportamento mais agressivo", explica Phillip Scheinberg, coordenador de hematologia do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes, do Hospital São José da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Segundo o médico, o linfoma não-Hodgkin atinge geralmente pessoas mais velhas, mas, dependendo do subtipo, pode também ser diagnosticado em pacientes jovens.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 10.240 brasileiros deverão ser diagnosticados com linfoma não-Hodgkin em 2016 e outros 2.470 com o linfoma de Hodgkin. Dos 12.710 casos das doenças previstos para este ano, 6.660 deverão acontecer em homens e 6.040, em mulheres.

Ainda segundo dados do Inca, os dois tipos de linfoma provocaram 4.690 mortes em 2013, último dado disponível.

Sintomas

Nem sempre o linfoma aparece acompanhado de sintomas, mas quando há manifestação clínica, os sinais mais comuns são febre, sudorese intensa, perda de peso e de apetite e aparecimento de linfonodos aumentados no corpo, também conhecidos como ínguas.

"Quando essas ínguas surgem em regiões como pescoço ou axilas, as pessoas costumam notar mais rapidamente, mas, dependendo de onde a doença estiver localizada, as ínguas só vão ser notáveis quando a doença estiver mais avançada", diz o especialista.

Scheinberg explica que não há fatores de risco bem definidos para o aparecimento do linfoma. "Em alguns casos, ele pode estar associado a condições em que o sistema imune está comprometido, como em situações de pós-transplante. Há também casos de infecções associadas ao linfoma, mas na maioria dos casos, a causa não está bem definida", diz.

O especialista diz que, por mais que o linfoma possa surgir em uma área específica do organismo, a doença deve ser tratada de forma mais abrangente, porque o sistema linfático está presente em todo o corpo e, portanto, as células tumorais também podem estar espalhadas.

Por isso, não é possível combater esse tipo de câncer com uma cirurgia, por exemplo. "O tratamento mais indicado inclui quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia", diz o especialista. Em casos muito específicos, o tratamento complementar é feito com um autotransplante de medula óssea. O procedimento foi adotado no caso de Reynaldo Gianecchini.