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Grifes investem em camisaria couture

O segundo dia de desfiles da São Paulo Fashion Week começou longe do Prédio da Bienal. A estilista Paula Raia, como de costume, abriu as portas de sua casa no Jardim Europa para apresentar sua coleção de vestidos longos e bem construídos. Paula está puxando a fila entre os designers brasileiros na arte da moda feita devagar e para durar. É a grande defensora do slow fashion por aqui. Por isso, ela levou meses para preparar a coleção baseada em vestidos claros, feitos em camadas e boa parte deles a partir do modelo de camisas. A diferença aqui é que a camisaria em questão ganhou uma sofisticação tremenda. É uma camisaria couture.

Basta olhar as aplicações na seda feltrada e a leveza dos saiões.

Já a Osklen, que expôs sua coleção na loja da vila Madalena, apostou no linho para confeccionar camisas que são verdadeiros sonhos de verão. Amplas, claras e com acabamentos de bordados nas golinhas de neoprene, as camisas vão da praia à festa. Um charme. Em vez de desfile, Oskar Metsavaht também inovou ao mostrar as peças nas araras e vestidas por modelos apenas em fotos, que podiam ser vistas em iPads.