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Um toque de amarelo: tom vibrante ganha vez nas coleções nacionais

A última edição da São Paulo Fashion Week começou uma semana depois da primeira votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, realizada pelos deputados federais. Durante o evento, realizado entre os dias 24 e 29 de abril, a palavra crise ecoou nas entrevistas dos estilistas, nos bastidores. E o amarelo símbolo do ufanismo que tomou conta do País apareceu muito nas passarelas - vale lembrar que as coleções começaram a ser pensadas meses atrás, quando as passeatas pró-impeachment ganhar força nas ruas das capitais brasileiras.

"É difícil falar de Brasil sem ser literal, mas decidi ser otimista e celebrar o País em um momento em que todos estão negativos", afirmou a estilista mineira Patrícia Bonaldi sobre a coleção de sua marca, PatBo, que teve o Brasil como tema. Ela mostrou na passarela vestidos amarelos claro estampados e bordados com flores tropicais. A cor vibrante foi vista ainda em looks minimalistas (nas passarelas das grifes Ratier e Uma), romântica e artesanal (no desfile de Isabela Capeto), oriental (nos looks de seda de Lenny Niemeyer) e esportiva (nas propostas das marcas masculinas Cotton Project e Murilo Lomas).