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Folk na Kombi se apresenta nesta sexta-feira no Auditório Ibirapuera

(Foto: Divulgação)  - Folk na Kombi se apresenta nesta sexta-feira no Auditório Ibirapuera
(Foto: Divulgação)

Um dos expoentes de uma cena que cresce e se fortalece em São Paulo, a banda Folk na Kombi sobe um degrau importante na noite desta sexta, 7. Ainda independentes, os amigos que somam menos de três anos juntos entram no mundo das produções maiores com um show único, no Auditório Ibirapuera, a partir das 21 horas.

Sua origem alternativa e seu sangue pop cruzam dois mundos difíceis de caminharem juntos. Ao mesmo tempo em que não contam com o circuito de divulgação do velho mundo - gravadora, emissoras de rádio e programas de TV aberta - fazem uma música de abrangência despudoradamente popular. O folk em português que ajudam a recriar ao lado de nomes como No Stopa, Renato Godá e Chico Teixeira é feito para dias de sol.

O show desta sexta-feira vai mostrar canções que o grupo já toca desde o lançamento de Um Filme de Música, seu único disco, extraído de um DVD de 2013. Um dos vocalistas, Bezão, adianta que haverá ainda cinco músicas inéditas. As participações especiais serão do grupo Teatro Mágico (nas músicas Sobrando e na inédita Na Estrada, com toda a produção circense que aparece em seus shows), e do cantor e compositor da primeira geração folk no Brasil, Zé Geraldo (em Sol Girassol).

A Kombi ano 1984, vermelha e branca estilo "saia e blusa", se tornou uma espécie de quarto integrante do grupo. A força de sua simbologia, aliada à liberdade e à aventura, a faz uma Harley Davidson na família dos quatro rodas. Uma agência de publicidade não teria fechado a ideia tão bem. Uma Kombi, três amigos, alguns violões e música folk. O "case" tem dado tão certo que começa a chamar a atenção de outros grupos. Ao menos um já apareceu sob o mesmo conceito da Kombi na estrada.

Agências de publicidade, aliás, já apareceram seduzidas pela ideia do grupo. Uma delas procurava uma banda que tinha sua imagem associada a um carro. Os amigos indicaram o Folk e eles foram contratados para estrelarem um comercial online da empresa. A produção, batizada de Palco sobre Rodas, ganhou 5 milhões de visualizações em pouco tempo. Outra conquista importante foi o primeiro lugar no festival Get My Idol, realizado durante a recente Expo Music, em São Paulo.

Depois de passar por uma votação do público, a banda competiu por dois dias com outras 40 atrações e acabou sendo escolhida como vencedora. O prêmio será a inclusão do grupo em três grandes festivais. Informações não confirmadas apontam que um deles poderá ser o Lollapalooza Brasil.

Ainda que de forma independente, o trio tem se armado de uma estrutura nada amadora. "Estamos abertos a negociações", diz Bezão, referindo-se às possíveis negociações com gravadoras. O show de hoje será gravado por sete câmeras para ser lançado em CD e DVD. O grupo resolveu trabalhar com uma equipe de divulgadores e uma agência responsável pelo trabalho da imagem nas redes sociais. "Montamos essa equipe para atingir uma visibilidade que as gravadoras garantiam aos artistas há alguns anos", afirma também Bezão.

O Folk na Kombi faz uma música híbrida, um ponto de encontro entre a pegada acústica e rural (mas não caipira) dos anos 70 e a vibração ingênua do rock nacional pré-anos 80. O trio do front é reforçado por músicos que criam um ambiente coerente para tudo isso acontecer. O guitarrista é Alexandre Fontanetti, o baixista e produtor é Edu Malta, o baterista é Humberto Zigler e a gaita fica com um dos melhores músicos da cena, o excelente Ivan Marcio.

O Folk tem à frente Bezão, voz e violão, um santista radicado em São Paulo que cantava antes de 2013 no grupo Roça Nova. Jonavo, de Campo Grande (MS), atua na voz, no violão e no bandolim. E Felipe Camara, nascido no Rio de Janeiro e filho de pai apaixonado por música e carros antigos (a Kombi, inclusive), tem nas mãos o violão, o bandolim e, para este show, ensaia algo também com o cavaquinho.

FOLK NA KOMBI

Auditório Ibirapuera. Av. Pedro Alvares Cabral, s/nº, portão 2, Pq. do Ibirapuera. Tel.: 3629-1075. Sexta-feira, às 21h. Ingressos: R$ 20

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.