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The Joy Formidable faz show quente sob nuvens

Parecia combinado. O sol escaldante havia desaparecido e as nuvens deixaram o céu nublado quando o The Joy Formidable abriu seu show no palco Axe do Lollapalooza às 15h30 com The Greatest Light is The Great Shade (A Grande Luz é a Grande Sombra, em tradução livre), faixa do álbum de estreia, The Big Roar (2011).

O trio do País de Gales fez boa performance em sua primeira apresentação no Brasil. Rita Bryan (guitarra e voz), Rhydian Dafydd (baixo) e Matthew James Thomas (bateria), ao lado de um tecladista de apoio, ofereceram um rock com ecos de psicodelia. Ritzy é uma frontwoman simpática, que a todo o tempo tentou afagar os fãs. Estes vibraram logo com This Ladder is Ours, do álbum Wolf's Law (2013).

Na sequência, duas músicas de Hitch, que a banda lança no fim deste mês. A primeira, disse Ritzy, é sobre "se sentir deslocado, sozinho e descobrir que o melhor é mesmo se sentir assim". Depois saudou a "sensualidade da América do Sul" ao interpretar Last Thing On My Mind, que gerou um cliente polêmico, repleto de imagens de homens nus. Ritzy afirmou que seria um contraponto em relação à exploração da nudez feminina.

Entre um e outro 'thank you so much', aparecia uma música da potência de Maw Maw Song. "Demoramos muito a tocar aqui, mas a partir de agora não deixaremos vocês", prometeu Ritzy antes de Whirring, que encerrou o show. No final, ela desceu do palco e foi cumprimentar o público do gargarejo.