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Em edição comemorativa, dobradinha brasileira na Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro

Em edição comemorativa, dobradinha brasileira na Meia Maratona do Rio

No primeiro grande evento internacional após os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016, a Cidade Maravilhosa foi palco, neste domingo, dia 16 de outubro, da 20ª Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro, a mais importante disputa do gênero no país. E, após uma espera de oito anos, o atletismo nacional voltou ao topo do pódio da competição e garantiu a dobradinha com o mineiro Giovani dos Santos e a paranaense Joziane Cardoso, ambos da equipe Pé de Vento/Caixa.

Giovani fez o belo percurso de 21.097 metros, largando na Praia de São Conrado e chegando no Aterro do Flamengo, com tempo de 1h04min47seg, com boa vantagem para o segundo colocado, o queniano Joseph Aperumoi (Kenia Luasa Sports), 1h05min08seg. Gilmar Silvestre Lopes (Cruzeiro), ficou em terceiro, 1h05min32seg. Já Joziane marcou o tempo de 1h17min58seg, seguida pela brasileira Valdilene Silva (E.C. Pinheiros), 1h18min17seg, a pela atleta queniana Leah Jerotich (Coquinho Fila Bioleve), 1h18min32seg.

Na elite masculina, o atleta Giovani dos Santos, vice em 2015 e um dos favoritos deste ano, desta vez não deixou escapar a vitória que faltava ao seu currículo de muitas conquistas. Ele revelou que, desta vez, optou por usar uma estratégia diferente durante a prova e o resultado positivo acabou acontecendo.

Joziane também escolheu uma tática diferente, com um começo mais cauteloso e deixando para pressionar no final. A partir do km 16, sentido-se bem, arriscou e conseguiu se distanciar e vencer sem muita pressão. “Foi super tranqüilo. Não desmerecendo minhas adversárias, mas não cheguei a sofrer”, declarou a campeã de 2016.

Ela atribuiu à preparação feita seu bom desempenho neste domingo. “Treinei muito para as Dez Milhas Garoto e depois para essa prova. Acho que tudo acabou se encaixando bem aqui. Estava muito quente no começo e sabia que tinha de fazer uma corrida sem forçar demais. Essa tática também foi importante”, encerrou a atleta, que também vai se preparar para as principais provas do fim de ano.

“Este ano resolvi observar o ritmo dos atletas quenianos nos primeiros 15 quilômetros, ou seja, manter o mesmo ritmo que eles para ganhar espaço nos quilômetros finais, e deu certo. Apesar do calor consegui seguir forte sem deixar o rendimento cair”, destacou Giovani, que foi às lágrimas assim que cruzou a faixa de chegada. O atleta agora focará seus treinamentos para a Volta da Pampulha e a Corrida Internacional de São Silvestre, ambas em dezembro.