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Em meio a polêmica, brasileiras faturam prata no 4x100m na Paralimpíada

(Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB) - Em meio a polêmica, brasileiras faturam prata no 4x100 na Paralimpíada
(Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB)

O revezamento 4x100 metros do Brasil na classe T11-T13 (deficientes visuais) conquistou a medalha de prata nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira, em meio a uma polêmica. Jerusa Geber, que tem o melhor tempo do mundo na prova, não foi escalada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro para participar da prova e ficou de reserva.

O grupo técnico do comitê teria avaliado que Jerusa não participou suficientemente dos treinos. Ela entrou com uma ação na Justiça do Rio, nesta quarta, em uma tentativa de participar da prova, sem sucesso.

"A decisão sobre a composição dos quartetos de revezamento é meramente técnica, tomada pelos treinadores e baseada no rendimento dos atletas nos treinos das equipes", explicou o Comitê Paralímpico, em comunicado.

"A prova de revezamento envolve mais fatores do que apenas contar com os atletas de melhores tempos. Prova disso é o sucesso do Brasil em revezamentos paralímpicos e olímpicos mesmo quando os atletas da equipe não tiveram resultados expressivos em provas individuais", argumentou a entidade.

Natural do Acre, a velocista teria atribuído a falta a dores musculares. Ela foi substituída por Thalita Vitória Simplício. Também correram Terezinha Guilhermina e Lorena Spoladore. Silvania Costa também ficou de reserva.

Terezinha evitou criticar a medida, em entrevistas para jornalistas depois da prova. "Isso é uma decisão que cabe ao comitê. Mas nós somos um time. Eu, meio como uma líder do grupo, disse que não se ganha a prova sozinha e que, por isso, tínhamos que treinar juntas. Falei 'façam o bastão chegar até a mim, o resto a gente negocia lá na frente'. Mas o treino é fundamental. Respeito muito a Jerusa, mas se todo mundo não jogar junto como time, não vai funcionar", disse.

As atletas cruzaram a linha de chegada com o tempo de 47s57 e bateram o tempo recorde das Américas na prova. A medalha de ouro ficou com a equipe da China, que registrou 47s18 e bateu o recorde mundial.

Além da medalha de prata, o Brasil também levou um bronze, na manhã desta quarta-feira, com Verônica Hipólito. A atleta paulista, de 20 anos, chegou em terceiro lugar na prova dos 400 metros rasos, na classe T38, para paralisados cerebrais. Verônica cruzou a linha de chegada com 1min03s14. A aleta já tinha conquistado a medalha de prata, na semana passada, nos 100m. Foi a sua primeira participação em Paralimpíada.

Já a velocista brasileira Teresinha de Jesus, que iria disputar a prova final dos 400m categoria T47 (amputados), não participou da competição que estava marcada para às 18h26. De acordo com o Comitê Paralímpico Brasileiro, Teresinha sofreu uma contratura na panturrilha direita e não pode competir. A atleta havia conquistado o bronze nos 100 metros, no último domingo.