22°
Máx
17°
Min

Berlusconi diz que vendeu o Milan por um grande 'ato de amor'

Uma semana após concretizar a venda do Milan a um grupo de investidores chineses, o presidente e proprietário do clube Silvio Berlusconi publicou nesta quinta-feira uma carta direcionada a todos os torcedores da equipe.

Em tom emocionado, o ex-primeiro-ministro italiano lembrou algum dos grandes momentos do clube, que ele adquiriu há exatos 30 anos. Falou, ainda, sobre a dor de desfazer-se de algo tão importante. E garantiu que só vendeu o Milan por um grande ato de paixão.

"Há trinta anos eu comprei o Milan por amor. Agora eu o vendo por um ato de amor ainda maior", comentou Berlusconi em sua carta de três parágrafos, publicada no próprio site da equipe. "Estou naturalmente triste e comovido, mas também sereno pela convicção de que agi pelo bem do Milan."

Berlusconi adquiriu o time em 1986 e conduziu-o a sua época mais gloriosa: foram 28 títulos em 30 anos, sendo oito do Campeonato Italiano e cinco da Liga dos Campeões. Desde 2011, porém, quando conquistou o último Italiano, o clube passou a amargar um jejum de taças. A venda a um grupo de investidores, assim, segundo a esperança do dirigente, pode recolocar o time como protagonista do futebol europeu.

Sobre o longo período que permaneceu no comando do clube, Berlusconi comentou que tem apenas a celebrar e a agradecer. "Tive o privilégio de guiar o clube que amo a tornar-se o mais vitorioso do mundo. Recordo e agradeço a cada jogador, treinador e dirigente que aqui tiveram sucesso. Muitos entraram para sempre na história lendária do clube."

O agradecimento maior, porém, como era de se esperar, ficou para os torcedores do Milan. "Mas, acima de tudo, não vou esquecer nunca da participação e do carinho dos fãs. A paixão de milhões de pessoas pelas cores 'rossoneras' sempre foi determinante para que este time fosse especial, diferente de todos os outros, mais forte do que todos os outros, mais forte que a inveja, mais forte que a injustiça, mais forte que a má sorte", escreveu Berlusconi. "Com eles estarei na arquibancada para torcer e talvez sofrer, mas certo que em breve vamos festejar juntos os novos e grandes sucessos do Milan".

A venda de 99,93% do clube foi acertada por 740 milhões de euros (cerca de R$ 2,6 bilhões). O acordo exige o investimento de 350 milhões de euros (cerca de 1,2 bilhão) em melhorias na equipe pelos próximos três anos.