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Botafogo vacila no ataque e fica no 0 a 0 com o Figueirense em Juiz de Fora

(Foto: Divulgação)  - Botafogo vacila no ataque e fica no 0 a 0 com o Figueirense em Juiz de Fora
(Foto: Divulgação)

Sofrendo com o péssimo estado do gramado do estádio Mário Helênio, em Juiz de Fora, Botafogo e Figueirense falharam muito na pontaria na noite desta quarta-feira e não conseguiram sair do 0 a 0, pela 10ª rodada do Brasileirão. Neilton até tentou fazer a diferença, mas parou nos erros do ataque botafoguense e nas boas defesas do goleiro Gatito Fernández.

O empate deixou o time carioca com nove pontos, ainda dentro da zona de rebaixamento. Ocupa atualmente o 17º posto da tabela. Já o Figueirense chegou aos 13 pontos e segue na parte intermediária da classificação, em 11º lugar.

Ainda na ressaca da derrota para o Corinthians, no domingo, o Botafogo entrou em campo com um novo ataque. Neilton e Anderson Aquino jogaram juntos pela primeira vez nesta quarta, enquanto Sassá e Ribamar ficaram no banco de reservas. Ricardo Gomes citou a maior experiência de Aquino para justificar sua aposta.

A dupla, contudo, ficou devendo no primeiro tempo. Neilton até que levou perigo, mas foi Bruno Silva o responsável pela melhor chance do Botafogo nesta etapa. Foi aos 30 minutos, quando, livre de marcação na pequena área, o meia desperdiçou oportunidade incrível ao bater por cima do travessão.

Neilton, por sua vez, só "acordou" nos minutos finais da etapa. Aos 42, ele disparou pela direita e bateu cruzado com perigo. Mandou rente à trave direita de Gatito Fernández e empolgou a torcida, que já demonstrava impaciência com o time carioca.

A impaciência se devia em parte pelas boas chances que o Figueirense tinha na primeira etapa. A primeira grande chance da partida surgiu aos 17, em jogada individual de Dudu. O atacante driblou dois marcadores dentro da área, mas demorou para finalizar e bateu para fora, quase desequilibrado. O mesmo Dudu perdeu boa chance aos 35, em chute para fora, pela direita.

Sem sucesso com a dupla Neilton-Anderson Aquino, Ricardo Gomes colocou Luis Henrique em campo na segunda etapa, contando com uma jovem parceria no ataque. A alteração deu nova cara ao setor ofensivo, que ganhou em movimentação. Neilton, mais solto em campo, causava preocupação constante na defesa catarinense.

Em poucos minutos, o Botafogo estabeleceu novo ritmo ao jogo, de maior controle e pressão, enquanto o Figueirense se contentava em se defender, sem demonstrar maiores ambições na partida. Foi aí que o goleiro Gatito Fernández passou a fazer a diferença no duelo. Foram duas grandes defesas.

Ele ainda contou com a ajuda de Marquinhos Pedroso. Aos 18, ele tirou de peito, em cima da linha, para evitar gol de cabeça de Emerson Silva. Quando o perigo não era aéreo, o Figueirense sofria com investidas de Luis Henrique e Fernandes, principal responsável pela armação botafoguense.

A resposta dos catarinenses só veio nos acréscimos. Na melhor chance de toda a partida, Everton Santos desperdiçou oportunidade inacreditável. Aos 46 minutos, Ayrton encheu o pé em cobrança de falta e Sidão deu rebote. Diante do gol livre, Everton Santos "conseguiu" finalizar por cima do travessão, garantindo o 0 a 0 no placar.

Na próxima rodada, os dois times jogarão no domingo. O Figueirense vai receber o Coritiba no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, às 18h30. O Botafogo visitará o vice-líder Internacional no Beira-Rio, em Porto Alegre, às 16 horas.

FICHA TÉCNICA:

BOTAFOGO 0 x 0 FIGUEIRENSE

BOTAFOGO - Sidão; Luis Ricardo, Renan Fonseca, Emerson Silva, Diogo Barbosa; Airton (Octávio), Bruno Silva, Fernandes, Gervasio Núñez (Ribamar); Neilton e Anderson Aquino (Luis Henrique). Técnico: Ricardo Gomes.

FIGUEIRENSE - Gatito Fernández; Ayrton, Marquinhos, Bruno Alves, Marquinhos Pedroso; Jackson Caucaia, Ferrugem (Jocinei), Bady, Ermel (Everton Santos); Lins (Guilherme Queiroz) e Dudu. Técnico: Vinícius Eutrópio.

CARTÃO AMARELO - Ferrugem.

ÁRBITRO - Emerson de Almeida Ferreira (MG).

RENDA - R$ 71.040,00.

PÚBLICO - 2.797 pagantes (3.012 no total).

LOCAL - Estádio Mário Helênio, em Juiz de Fora (MG).