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Chapecó em luto: juntos somos mais que onze

Como todo o mundo, Chapecó, a cidade de pouco mais de 200 mil habitantes do Oeste catarinense, está em luto. Pelas ruas, silêncio. Homenagens pintam as vitrines do comércio de verde, branco e preto. Monumentos históricos, marcos e igrejas receberam panos pretos que mostram o sentimento compartilhado por todos: o nó na garganta e a dor dentro do peito.

O repórter da Rede Massa, Lucas Rocha, que está em Chapecó, conversou com diversos moradores e acompanha de perto todas as homenagens. A resposta encontrada pelos chapecoenses é recorrente: a situação é difícil, a dor é imensa e não vai ser tão simples para recuperar a vida na cidade, antes conhecida pelo setor agropecuário, agora eternizada por um time de futebol e seus integrantes.

A Arena Condá, casa da Chapecoense e palco de muitas disputas, desde terça-feira (29) tornou-se um memorial. Torcedores, antigos ou novos, chegam a todo instante para prestar uma homenagem e eternizar as lembranças emocionantes. Para a professora catarinense, fica difícil explicar aos alunos o que houve. “O mais difícil é explicar que a Chape não existe mais”, desabafa.

O cartaz “Não é e nunca será só futebol, juntos somos mais que 11”, exposto em meio às homenagens na Condá, revela o sentimento que atingiu todo o mundo, esportivo e, principalmente, humanizado: desde a madrugada de terça-feira, a Chapecoense deixou de ser ‘apenas’ um time de futebol para se tornar um símbolo de união.

Colaboração Louise Fiala e Lucas Rocha/Rede Massa