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Com Etiene, Guido e Manuella, Brasil ganha 5 ouros no 1º dia do Sul-Americano

O Brasil começou bem as provas de natação do Campeonato Sul-Americano de Esportes Aquáticos, que estão acontecendo em Assunção, no Paraguai. Apesar de contar com uma seleção mista, praticamente reserva no masculino, o País ganhou cinco medalhas de ouro nesta quarta-feira, metade das 10 possíveis. A equipe ainda ganhou quatro medalhas de prata e cinco de bronze.

Após longa cerimônia de abertura, a competição começou com os 200m livre feminino. Manuella Lyrio, que já tem índice olímpico, venceu com 1min58s94, novo recorde do campeonato. A marca, mais uma vez, é mais baixa do que o necessário para ir aos Jogos Olímpicos do Rio na prova (1min58s96), mas a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) não vai aceitar os índices feitos em Assunção.

De qualquer forma, o resultado de Manuella no Paraguai aumenta a expectativa pelo que ela pode fazer no Troféu Maria Lenk, segunda seletiva brasileira, que começa em duas semanas. Em preparação para a competição no Rio, ela, como todos os demais brasileiros, está disputando o Sul-Americano sem realizar preparação específica. No pódio dos 200m livre, Manu teve a companhia de Jessica Cavalheiro, que ganhou o bronze com 2min00s68.

Na prova masculina, a vitória ficou com o argentino Federico Gabrich, com o tempo de 1min47s39, batendo recorde do campeonato. Luiz Altamir Melo faturou a prata (1min48s62), enquanto o quinto lugar ficou com Leonardo de Deus (1min51s61), que não é especialista na distância, mas vai tentar vaga no revezamento 4x200m livre no Rio. Nicolas Nilo Oliveira e João de Lucca, que já têm índice, não foram a Assunção.

Nos 200m medley o resultado se inverteu: vitória da Argentina no feminino e do Brasil no masculino. Virginia Bardach bateu o recorde nacional da irmã, Georgina, que foi a quatro Olimpíadas, e venceu com 2min13s46, classificando-se para sua primeira participação nos Jogos - a Argentina usa a competição como seletiva. Joanna Maranhão faturou a prata, com 2min14s09, também abaixo do índice que ela já tem.

Entre os homens, Henrique Rodrigues fez 2min01s18, o suficiente para ganhar o ouro nos 200m medley, mas muito longe dos seus melhores desempenhos. Icaro Ludgero terminou em terceiro, com 2min03s05. Thiago Pereira e Henrique já têm índice, na casa de 1min58s baixo, e certamente estarão no Rio-2016.

Etiene Medeiros levou a melhor nos 100m costas, com 1min00s38, a 0s13 do índice que ela ainda não tem e vai buscar no Maria Lenk. Natalia de Luccas completou em terceiro: 1min01s94. No masculino, deu Guilherme Guido, com 53s40, em dobradinha com Fábio Santi (55s11). Dos brasileiros, só Guido já nadou abaixo do índice, que é 54s36.

Nos 100m peito, o Brasil não teve sucesso. No feminino, a prova é a mais fraca da natação brasileira. Mesmo assim, Pamela Souza faturou bronze, com 1min11s33, a quase três segundos da argentina Macarena Ceballos, primeira colocada. Entre os homens, nenhum dos quatro candidatos ao Rio-2016 foi a Assunção. Raphael Rodrigues ainda ganhou prata: 1min01s37. Mas ele precisaria obrigatoriamente nadar na casa de 59 segundos no Maria Lenk para brigar por uma vaga na Olimpíada.

O Brasil ainda venceu o revezamento 4x100m livre no feminino (3min43s91, recorde do campeonato), ficando apenas no terceiro lugar no masculino (3min20s60). O resultado é explicado pela ausência dos principais velocistas do País. A equipe foi formado por Alan Vitória, Henrique Rodrigues, Luiz Altamir e Pedro Spajari. Só o primeiro e o último costumam nadar os 100m livre.