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CPI do Futebol encontra indícios de existência de conta de Del Nero no exterior

A CPI do Futebol encontrou indícios de que o presidente licenciado da CBF, Marco Polo Del Nero, tem contas no exterior. Ele poderá ser convocado novamente para depor. Em dezembro, o dirigente negou à comissão ter contas fora do País. Mas, agora, a CPI teve acesso a documentos que sugerem que ele não falou a verdade.

Entre os documentos, está um e-mail em que Del Nero pede a seu filho para procurar, em Miami, uma pessoa chamada Margarida, que seria responsável por movimentar uma conta no HSBC da cidade. Na época, ele dirigia a Federação Paulista de Futebol (presidiu a entidade de 2003 a 2015).

"Os documentos são muito fortes, mostram que o senhor Marco Polo Del Nero mentiu e isso é falsidade testemunhal", disse o senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP).

A CPI também tem documentos sobre transferência de R$ 23,7 milhões do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014 para uma conta do Banco Itaú nos Estados Unidos e de R$ 51 mil para as Ilhas Canárias, um conhecido paraíso fiscal. Não há indicações dos donos das contas.

CAIXA 2 - A CPI também poderá convocar o vice-presidente da CBF para a Região Nordeste, Gustavo Dantas Feijó, para depor, por causa da suspeita de ter recebido dinheiro da CBF para sua campanha à prefeitura de Boca da Mata. A intenção de convocá-lo é do senador Randolfe Rodrigues. Atualmente, Feijó é prefeito da cidade alagoana.

O senador se baseia em um e-mail entre Del Nero e Feijó, que solicita ao então vice-presidente da CBF possível repasse de dinheiro para sua campanha. O e-mail é de junho de 2012, época em que a CBF tinha como presidente José Maria Marin, e o pedido foi de R$ 250 mil - ele já havia recebido R$ 50 mil. "Temos um e-mail que foi interceptado entre o senhor Marco Polo Del Nero e o senhor Gustavo Dantas Feijó que indica, sugere, que a CBF fez caixa 2 para uma campanha", explicou Randolfe.

Na prestação de conta da campanha à prefeitura de Boca da Mata feita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gustavo Feijó declarou gastos de R$ 130 mil. A CBF não consta como doadora.