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Crefisa injeta R$ 28,7 milhões para Palmeiras contratar jogadores

(Foto: Divulgação) - Crefisa injeta R$ 28,7 milhões para Palmeiras contratar jogadores
(Foto: Divulgação)

Com disputa política instalada em torno de sua candidatura ao conselho do Palmeiras, Leila Pereira, proprietária da Crefisa e da Faculdade das Américas, patrocinadoras do clube, decidiu injetar cerca de R$ 28,7 milhões para negociações com jogadores para a temporada 2017.

Trata-se de valor a mais em relação ao patrocínio, que atualmente corresponde a R$ 66 milhões anuais e está em processo de renovação entre as partes. A decisão sobre a continuidade ou não da parceria sairá até o final de fevereiro.

A contratação do meia venezuelano Alejandro Guerra, do Atletico Nacional (COL), eleito o melhor jogador da última edição da Libertadores, contou com contribuição de US$ 3,7 milhões (R$ 11, 8 milhões) das patrocinadoras.

A permanência do meia Dudu dependia do pagamento de € 3 milhões (R$ 10,1 milhões) ao Dinamo de Kiev, da Ucrânia, conforme adiantado pelo "Blog do PVC" nesta quarta-feira (11). Trata-se do valor combinado entre as partes em 2015, quando da contratação do atleta. O pagamento da cifra foi feito com recursos das patrocinadoras.

Além das duas atuações diretas, as patrocinadoras disponibilizaram mais € 2 milhões (R$ 6,8 milhões) ao Palmeiras para outras contratações. O dinheiro poderá ser usado pelo diretor de futebol Alexandre Mattos para trazer jogadores para posições vistas como carentes no elenco.

A aquisição de 40% dos direitos do lateral direito Fabiano, que pertencia ao Cruzeiro mas atuou em 2016 pelo Palmeiras, anunciada nesta quarta-feira (11), por exemplo, pode ter sido viabilizada dessa forma.

No acordo entre Palmeiras e as empresas, ficou definido que o lucro da eventual venda de jogadores ficará todo com o clube, e o dinheiro investido por Crefisa e FAM será devolvido sem juros ou correção. Em caso de transferência com valores abaixo dos de compra, o dinheiro será devolvido sem que a equipe tenha que cobrir o prejuízo.

A eleição

Enquanto investe no time, a empresária aguarda a definição sobre a impugnação ou não da sua candidatura ao conselho palmeirense. O caso é a grande sinuca de bico da gestão de Mauricio Galiotte. Apoiado pelos ex-presidentes Paulo Nobre e Mustafá Contursi, ele terá que tomar uma decisão que agrade a um dos lados, o que pode significar o abalo da relação com um deles.

Nobre diz que Leila não pode concorrer porque seu título é de 2015, e o clube exige ao menos oito anos de sócio para se candidatar ao conselho. Como último ato de sua gestão, ele recusou pedido de reconhecimento de título benemérito de sócia de Leila -que teria sido entregue em 1996 por Contursi.

O cartola, líder da chapa da qual Leila é candidata, defende a legitimidade do título.

Nesta quarta-feira (11), a chapa "Palmeiras Forte" protocolou na secretaria do clube a sua lista de candidatos à eleição do conselho deliberativo, marcada para 11 de fevereiro. Entre os nomes estão Leila e seu marido, José Roberto Lamacchia.

Até 26 de janeiro, é possível fazer modificação nos nomes dos inscritos. Sócio do Palmeiras desde 1955, Lamacchia é um plano B da chapa. Ainda que o casal afirme que ele não será candidato, os líderes da chapa colocaram seu nome para ter uma alternativa caso Galiotte decida manter a impugnação da candidatura de Leila.

Nesta eleição serão escolhidos 76 novos conselheiros e 15 suplentes para um mandato de quatro anos.