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De volta ao São Paulo, Cunha revela emoção e prega diálogo

O São Paulo apresentou na manhã deste sábado uma das armas para reestruturar o departamento de futebol e evitar o risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro. O novo diretor-executivo de futebol, Marco Aurélio Cunha, acompanhou o treino do time no estádio do Morumbi e, na primeira entrevista no cargo, contou estar emocionado pelo retorno ao clube e afirmou que somente a conversa e o diálogo com o elenco são capazes de melhorar os resultados.

O dirigente estava afastado do São Paulo desde 2011 e volta para assumir a vaga deixada por Gustavo Oliveira, desligado da função na última quarta-feira. "Tivemos alguns equívocos em termos de formar um time, isso está claro. Basta retomar nível de contratações, menos glamourosas e mais eficientes. Precisamos ser mais competitivos, com um time mais coeso", explicou o novo diretor do São Paulo.

Cunha atuou como superintendente de futebol do São Paulo durante a era vitoriosa entre 2005 e 2008, quando a equipe ganhou títulos como Copa Libertadores, Mundial e três edições do Campeonato Brasileiro. O momento agora é outro, considerado "incomum" por ele, que estava acostumado às conquistas. A equipe está apenas um ponto acima da zona do rebaixamento no Brasileiro. Na Copa do Brasil, perdeu em casa o primeiro jogo das oitavas de final por 2 a 1 para o Juventude, da Série C.

O novo diretor admite que o momento político é complicado, marcado por divergências no Conselho Deliberativo, assim como o episódio recente da invasão da torcida ao CT, há duas semanas. "É um vexame quando uma organizada invade sua própria casa. Sempre nos gabamos de não ter esse tipo de episódio, de não sair da Série A. Quando há isso, viramos comuns", disse. "Não voltei ao São Paulo por vaidade, necessidade pessoal. Voltei pelo torcedor do São Paulo que pediam isso", completou.

Cunha precisou se licenciar do cargo de coordenador da seleção brasileira feminina de futebol, na CBF, para voltar ao clube. A promessa dele para ajeitar o time é apostar no diálogo, não nas broncas. "Não adianta vir aqui, dar palavras de ordem, chutar a porta. O jogador precisa de diálogo próximo. Quero que a torcida nos ajude também a sair deste momento", comentou.

A equipe fez na manhã deste sábado no estádio do Morumbi o último treino antes de enfrentar o Figueirense, no domingo, às 11h. A partida é um confronto direto para fugir do rebaixamento. A provável formação titular deve ter: Denis; Buffarini, Maicon, Lyanco e Matheus Reis; Hudson, Thiago Mendes, Wesley, Cueva e Kelvin; Chavez.